O infarto nem sempre avisa com dor: 5 sinais discretos que podem passar despercebidos

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Quando se fala em infarto, a imagem mais comum é a de uma forte dor ou pressão no peito. Porém, nem sempre o coração dá um alerta tão evidente. Cansaço, falta de ar, mal-estar e tontura também podem aparecer durante um evento cardíaco, inclusive em casos considerados “silenciosos”. Segundo a cardiologista Juliana Pato, do Grupo Meddi, o infarto é uma manifestação aguda de uma doença que pode se desenvolver durante anos sem apresentar sintomas claros.

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Isso acontece porque a aterosclerose coronariana envolve o acúmulo gradual de placas de gordura nas artérias que levam sangue ao coração. O processo pode permanecer sem sinais perceptíveis por bastante tempo e, com o avanço dessas alterações, aumentar o risco de um evento cardíaco. Por isso, sintomas aparentemente comuns não devem ser automaticamente atribuídos apenas ao cansaço ou à rotina.

Entre os fatores associados a um risco maior estão histórico familiar, colesterol elevado, pressão alta, diabetes e tabagismo. A médica destaca que até pessoas jovens e sem sintomas devem cuidar da saúde cardiovascular, com alimentação equilibrada, atividade física, hábitos saudáveis e acompanhamento médico. Quando existem fatores de risco, histórico familiar ou sintomas, exames podem ser solicitados conforme a avaliação individual.

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A investigação pode envolver exames diferentes, como eletrocardiograma, ecocardiograma, escore de cálcio coronariano e angiotomografia das coronárias. A escolha depende das características de cada pessoa, já que não existe um exame único ou uma idade específica que sirva para todos. A prevenção, portanto, deve começar cedo e envolver o controle dos principais fatores de risco ao longo da vida.