Muita gente acredita que o tratamento do infarto termina depois da angioplastia e da alta hospitalar, mas especialistas alertam que esse é um dos erros mais perigosos para quem já sofreu um ataque cardíaco. Embora o procedimento desobstrua a artéria e salve vidas, a doença continua existindo e o risco de um novo infarto permanece elevado se o tratamento não for seguido corretamente. No Brasil, entre 300 mil e 400 mil pessoas sofrem um infarto todos os anos, tornando a doença uma das principais causas de morte no país.
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A rapidez no atendimento continua sendo decisiva para aumentar as chances de recuperação. O infarto acontece quando uma artéria do coração é bloqueada, impedindo a passagem de oxigênio para o músculo cardíaco. Quanto mais tempo a pessoa demora para procurar atendimento ao sentir sintomas, como dor intensa no peito, maiores são as chances de sequelas permanentes e até de morte. O problema, porém, começa muito antes, com o acúmulo de placas de gordura nas artérias que podem se romper e formar coágulos.
Após a angioplastia, os pacientes costumam receber medicamentos que reduzem a formação de novos coágulos e ajudam a evitar outra emergência cardíaca. Um estudo brasileiro publicado em importantes revistas científicas concluiu que interromper um desses remédios logo após o procedimento pode diminuir episódios de sangramento, mas também aumenta riscos durante o período mais crítico da recuperação. Por isso, especialistas reforçam que o tratamento medicamentoso deve ser mantido, pelo menos, no primeiro mês após o infarto, conforme as diretrizes internacionais.
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Os cuidados também precisam continuar por toda a vida. Controlar a pressão arterial, o colesterol, o diabetes, abandonar o cigarro, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e seguir corretamente a prescrição médica são medidas fundamentais para reduzir as chances de um novo ataque cardíaco. Segundo os cardiologistas, a combinação entre medicamentos e hábitos saudáveis é o que garante mais tempo de vida e melhor qualidade para quem já enfrentou um infarto.




















