Jesni Sam entrou com uma ação por homicídio culposo quase quatro meses após um acidente de helicóptero matar seu marido, Dave Fiji, de 25 anos, na noite do casamento dos dois, na Geórgia, nos Estados Unidos. A ação, apresentada na terça-feira (22), alega que o voo realizado em 29 de maio deveria ter sido cancelado devido às condições meteorológicas e que a noiva, gravemente ferida, permaneceu presa nos destroços por quase seis horas com o corpo do marido sobre ela.
O acidente aconteceu poucos minutos depois de Jesni e Dave deixarem a festa de casamento de helicóptero. O piloto Nikhil Nargundkar, de 28 anos, também morreu. Jesni sobreviveu com ferimentos graves.
O casal havia se casado diante de centenas de convidados no The Revere, espaço para casamentos e eventos em Dawsonville. A recepção terminou por volta das 21h30 e os recém-casados embarcaram no helicóptero com destino ao Aeroporto Peachtree-DeKalb, de onde seguiriam para passar a noite em um hotel de Atlanta.
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Antes da decolagem, Dave, que era piloto da Delta, manifestou preocupação com as condições meteorológicas. “Ele disse: eu não voaria, nós não voaríamos com essa visibilidade”, contou o pai dele, George Fiji, à WSB. Segundo George, o piloto informou que pretendia voar em uma altitude maior.
Minutos depois da decolagem, o helicóptero caiu em uma área de mata. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes informou anteriormente que “os sinais iniciais de impacto mostram que o helicóptero atingiu árvores altas, seguido por um impacto com o terreno em uma área densamente arborizada”.
A investigação sobre as causas do acidente continua. Segundo o órgão, a causa provável e possíveis fatores contribuintes serão apresentados no relatório final, previsto para ser concluído entre 12 e 24 meses.
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Na ação, os advogados de Jesni alegam que o passeio de helicóptero organizado pelo The Revere e operado pela Prestige Helicopters não deveria ter acontecido devido às “condições meteorológicas perigosas”. Eles também afirmam que o local não possuía padrões de segurança adequados nem um plano para cancelar a decolagem em caso de mau tempo. “Esta tragédia era totalmente evitável”, afirmaram os advogados, que atribuíram o acidente à “consequência de uma série de atos e omissões negligentes por parte dos responsáveis”.
Após a queda, Jesni ficou presa nos destroços até a chegada das equipes de resgate. “Por quase seis horas, Jesni permaneceu presa nos destroços, com o corpo sem vida do homem com quem havia se casado poucas horas antes sobre ela”, afirma a ação.
Jim George, tio de Jesni, também relatou anteriormente o que ela viveu após o impacto. “Quando ela tocou o rosto, ela… sentiu o corpo frio de Dave”, contou.
Andrew Robb, advogado que representa Jesni, afirmou que a ação busca esclarecimentos sobre o que aconteceu. “Em questão de minutos, Jesni passou de celebrar o dia mais feliz de sua vida para vivenciar algo quase impossível de compreender”, declarou.
“A ação de Jesni busca respostas e responsabilização pelo que aconteceu com ela e seu marido. E ela lutará para garantir que nenhum casal recém-casado passe por algo assim novamente”, acrescentou.
O The Revere não comentou o processo, enquanto a Prestige Helicopters não respondeu imediatamente ao pedido de manifestação.













