Anna Wolfe descobriu que estava grávida apenas quando entrou em trabalho de parto, em agosto, no Missouri, nos Estados Unidos. A mulher começou a sentir dores durante a madrugada e procurou atendimento acreditando que poderia estar com apendicite ou uma infecção renal, mas recebeu a notícia da gestação no hospital e deu à luz uma menina cerca de duas horas depois.
As dores começaram por volta da meia-noite. Como já havia enfrentado outros problemas de saúde, Anna não associou os sintomas a uma gravidez. Ela chegou ao hospital por volta das 4h e passou por exames.
“Eles fizeram alguns exames e disseram: ‘Na verdade, você está em trabalho de parto’. E eu respondi: ‘Não estou grávida’, e eles disseram: ‘Bem, você está grávida e está em trabalho de parto’”, contou à Fox 10 News.
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Às 6h30, aproximadamente duas horas após chegar ao hospital, Anna já estava com a filha nos braços. A descoberta repentina fez com que ela demorasse a assimilar o que havia acontecido. “Não parecia que ela era minha filha. Tentei ir trabalhar porque só precisava começar às 10h, e eram apenas 6h30, então pensei: ‘Preciso ir’”, disse.
Anna teve uma gravidez oculta, condição em que uma mulher está grávida sem saber. Ao recordar os meses anteriores ao parto, ela contou que houve momentos em que se sentiu doente, mas isso era “normal” para ela. Anna também continuava tendo seu ciclo menstrual.
O obstetra e ginecologista Varun Sankuratri, do Mercy Springfield, explicou que a condição é extremamente rara. “Cada gravidez é tão diferente. O corpo de cada mulher é tão diferente. Condições médicas podem afetar o quanto a barriga fica visível. Alguns bebês nascem menores e outros maiores. Acho importante prestar atenção em como você se sente e, se estiver preocupada, é fácil ir ao médico para se certificar”, afirmou.
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A menina nasceu pesando pouco mais de 1,8 kg e permaneceu algumas semanas no hospital para fortalecer os pulmões. O período de internação também teve impacto na maneira como Anna assimilou a maternidade. “Isso também não ajudou na dissociação, na sensação de não sentir que ela era real ou minha”, disse. “Então, eu ia visitar esse bebê que eu nem sabia que existia, mas agora que me apaixonei por ela, eu pensava: ‘Ah, que saudade dela. Vamos ver o bebê’”, revelou.
Como não sabia da gravidez, Anna também não havia escolhido um nome. Depois de conhecer a filha, decidiu chamá-la de Jade. “Jade simplesmente se sentiu bem porque ela é uma pequena joia”, explicou.
Em 21 de setembro, Anna finalmente levou Jade para casa após a internação da bebê.














