Leasha Donnelly, de 38 anos, de Hythe, em Kent, na Inglaterra, perdeu pouco mais de 51 kg, após combinar o uso de Mounjaro com mudanças na alimentação. A perda de peso foi acompanhada por episódios de vômito que chegaram a durar 48 horas e, posteriormente, pelo diagnóstico de cálculos biliares, que levou à retirada da vesícula no mês passado.
Antes de iniciar o processo de emagrecimento, Leasha chegou aproximadamente 140 kg. A alimentação incluía chocolate, salgadinhos e comida de delivery várias vezes por semana. A decisão de mudar veio depois que ela foi convidada para ser madrinha de casamento de uma amiga, realizado no Chipre.
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Em janeiro de 2024, Leasha começou a seguir uma dieta cetogênica. Até agosto daquele ano, havia perdido três stones, cerca de 19 kg. Foi então que decidiu buscar ajuda adicional com o Mounjaro. Nos nove meses seguintes, aliou o medicamento a uma alimentação mais saudável e perdeu pouco mais de 51 kg. Depois de interromper as aplicações, em junho de 2025, ela ainda perdeu cerca de 2,3 kg e chegou aos atuais 71,7 kg.
O processo de emagrecimento, porém, foi acompanhado por problemas de saúde. Leasha relata que, desde março de 2025, começou a apresentar episódios de vômito. Em algumas ocasiões, os sintomas permaneceram durante todo o dia seguinte e chegaram a durar até 48 horas. “Desde março de 2025 comecei a ter esses episódios quando bebia um pouco de álcool e passava o dia seguinte vomitando o dia inteiro, mesmo que tivesse consumido apenas uma pequena quantidade de álcool”, contou.
As crises também provocavam dores intensas e, em algumas situações, foi necessário chamar ambulâncias. Depois do terceiro ou quarto episódio, os médicos identificaram um padrão e solicitaram exames que confirmaram a presença de cálculos biliares.
Em agosto de 2026, as crises se tornaram mais intensas e Leasha passou por uma cirurgia para retirar a vesícula. Ela ainda estava se recuperando quando voltou ao trabalho em setembro. Segundo Leasha, os médicos não apontaram o Mounjaro diretamente como causa do problema, mas relacionaram a situação à rápida perda de peso. “Eles não disseram que era um efeito colateral direto da aplicação, mas da rápida perda de peso”, afirmou.
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Mesmo diante dos episódios de vômito, das dores e da cirurgia, Leasha diz que não se arrepende de ter usado o medicamento. “Não me arrependo. Apesar de toda a dor, doença e mal-estar, se alguém tivesse me dito no início que todas essas coisas ruins aconteceriam, eu ainda assim teria tomado a aplicação”, declarou.
A recuperação da cirurgia ainda estava em andamento. Leasha contou que permaneceu com hematomas próximos às incisões e enfrentou dificuldades para se movimentar e controlar a dor no início do pós-operatório. “Ainda não estou 100% depois da cirurgia. Voltei ao trabalho, mas ainda estou muito machucada ao redor das incisões. Tive muita dificuldade com a dor no começo e subestimei o quanto minha mobilidade seria afetada, assim como a recuperação”, contou.
Mesmo assim, ela afirma que começou a perceber melhora: “Mas estou começando a me sentir um pouco humana novamente. Agora consigo colocar um sutiã e não passar o dia inteiro tendo dificuldades. Está gradualmente voltando ao normal”.
Antes da mudança, Leasha também enfrentava dificuldades para controlar o tamanho das porções. Ela descreveu a comida como uma forma de conforto em um período em que não estava bem física e mentalmente. “Eu não estava em uma situação muito boa mental e fisicamente. A comida era meu conforto e eu não tinha controle sobre o tamanho das porções. Muito chocolate, salgadinhos, comida de delivery. Era mais fácil”, relatou.
Por fim, Leasha afirma que o processo teve impacto positivo na forma como se enxerga. “Uso roupas que não vestia desde a adolescência. Até em casa uso roupas que normalmente não usaria. Então, quando tenho a oportunidade de sair, isso é um reflexo de mim. Não tenho mais medo de ser notada”, afirmou. “Isso fez maravilhas pela forma como me sinto em relação a mim mesma. Se tivesse que tomar pelo resto da vida, eu ficaria feliz em fazer isso. Mudou minha vida, minha confiança no meu corpo”, encerrou.












