
Frota de veículos beneficiados pelo programa Move Brasil. (Foto: Instagram)
O programa Move Brasil, desenhado para facilitar o acesso a crédito na compra de carros e motos por motoristas de aplicativo e taxistas, já contou com R$ 5 bilhões executados de um total de R$ 30 bilhões aprovados, segundo informou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Ele ressaltou que o programa tem apresentado resultados promissores ao incentivar a renovação de frotas e dinamizar o setor de transporte.
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Moretti declarou esse montante durante evento no Palácio do Planalto, destacando que o programa sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem impulsionado de forma significativa as vendas de veículos para profissionais do transporte. A iniciativa, que abrange carros e motocicletas, busca modernizar a frota e oferecer condições de financiamento mais atrativas.
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O ministro ressaltou que, antes do Move Brasil, eram vendidas em média 4 mil unidades por mês para motoristas de aplicativo e taxistas. Com o programa, esse número saltou para cerca de 16 mil veículos mensais, quadruplicando as vendas regulares. Moretti também comentou que críticas iniciais, afirmando que o projeto elevaria a inflação e não teria efeito econômico relevante, foram desprovidas de fundamento.
Até o momento, já foram comercializados mais de 48 mil carros e quase 20 mil motos por meio do programa. Conforme o ministro, o Move Brasil não se trata de um programa assistencial, mas de um instrumento que alia a renovação de frota — com ganhos ambientais — ao aumento da qualidade de vida dos trabalhadores, além de elevar a produtividade ao oferecer um meio de trabalho mais eficiente.
Além disso, as taxas de juros foram fixadas em 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, patamares inferiores aos praticados em um cenário de taxa Selic elevada. Segundo Moretti, esses juros compatíveis são fundamentais para fomentar a indústria nacional de veículos e gerar empregos.
O programa, instituído por medida provisória em junho e sancionado às vésperas das eleições presidenciais, passou a vigorar de forma permanente até a totalização dos R$ 30 bilhões previstos. Seu objetivo é manter o suporte financeiro aos trabalhadores do transporte de forma continuada, garantindo recursos para a aquisição de veículos novos.






