
Sergio Moro acusa “vingança de Lula” na disputa do registro de Dallagnol (Foto: Instagram)
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), classificou como “vingança de Lula” a batalha judicial em torno do registro de Deltan Dallagnol (Novo) para o Senado. Em publicação no X, o ex-juiz da Lava Jato apelou para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respeite o resultado das urnas e a escolha de mais de 2,9 milhões de paranaenses. Para Moro, a lei, a democracia e a vontade popular devem prevalecer sobre interesses políticos.
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Deltan Dallagnol foi aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) em 8 de setembro por 4 votos a 3, mas viu sua situação questionada por partidos no TSE. O Ministério Público Eleitoral, por sua vez, defendeu a manutenção do registro, argumentando que a decisão que o impediu de concorrer em 2022 não se estende automaticamente a 2026. Ainda assim, adversários suscitaram dúvidas sobre sua elegibilidade.
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Em 19 de setembro, o ministro relator Floriano de Azevedo Marques concedeu liminar que suspendeu os atos de campanha de Dallagnol, bloqueando acesso ao fundo eleitoral e ao horário gratuito na TV. Já em 3 de outubro, o mesmo magistrado indeferiu formalmente o registro, com base no precedente que resultou na cassação de seu mandato de deputado federal em 2023.
Na manhã da eleição, porém, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, revogou a decisão de Floriano e determinou que o registro voltasse a constar como “deferido com recurso”. Dessa forma, os votos foram validados: Dallagnol recebeu 2.904.594 votos e conquistou uma das duas cadeiras do Senado pelo Paraná. A confirmação definitiva do mandato, entretanto, só ocorrerá após o julgamento do plenário do TSE.
O imbróglio remonta à deliberação unânime do TSE em 2023, quando ele teve seu registro de deputado cassado por supostamente ter deixado o Ministério Público Federal em 2021 para escapar da incidência da Lei da Ficha Limpa diante de procedimentos disciplinares. A defesa sustenta que as condições de elegibilidade precisam ser avaliadas a cada eleição e que não há impedimento automático para a disputa de 2026.
Em sua publicação no X, Moro afirmou: “A lei, a democracia e a vontade popular são mais importantes do que a vingança de Lula.” O ex-juiz não detalhou, porém, em que consistiria a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste processo, limitando-se a cobrar celeridade e respeito ao resultado das urnas.






