
Dólar recua em meio a atenção na crise da dívida europeia (Foto: Instagram)
O dólar registrou leve queda na sessão desta quinta-feira (08), devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos dias. O recuo dos juros dos Treasuries e a escalada da crise da dívida na zona do euro deixaram os investidores em alerta. Além disso, rumores sobre uma possível intervenção do Banco Central Europeu para conter turbulências nos mercados de dívida europeus mantiveram as operações mais cautelosas.
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Por volta das 17h (horário de Brasília), o dólar caía a 157,86 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1214 e a libra recuava a US$ 1,3230. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, registrou baixa de 0,1%, aos 102,138 pontos. Apesar da alta recente do petróleo, que costuma fortalecer o greenback, o dollar sentiu o efeito da volta de investidores aos títulos do Tesouro dos EUA.
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Para Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote, “o euro retornou a US$ 1,12, mas o apetite por risco segue fraco, pois a crise da dívida europeia aumenta o receio de contágio”. Ela destacou que o spread entre títulos franceses e alemães subiu próximo a 140 pontos-base, e que há mais posições vendidas de papéis periféricos em relação aos Bunds alemães.
De acordo com o Swissinfo, Christine Lagarde, presidente do BCE, informou ao Eurogrupo que a instituição dispõe de instrumentos para enfrentar “dinâmicas injustificadas e desordenadas” nos mercados de dívida. Lagarde ressaltou que o banco central agirá se essas oscilações ameaçarem a transmissão de sua política monetária à economia real.
No mercado de câmbio asiático, o iene vem arrefecendo seu movimento de desvalorização após a intervenção coordenada realizada em julho. Relatório do Bank of America (BofA) aponta que, embora ainda incerto se o iene se valorizará frente ao dólar, a relação risco-retorno desse par apresenta viés de baixa, indicando potencial maior de baixa adicional para a moeda japonesa.
Os investidores seguem atentos às próximas decisões do Federal Reserve e aos dados econômicos dos EUA. A evolução da crise da dívida europeia e eventuais medidas do BCE continuam no radar do mercado, que busca equilíbrio entre perspectivas de juros e o desempenho dos principais pares diante do dólar.






