
Dólar sob expectativa: mercados aguardam sinal do Federal Reserve (Foto: Instagram)
O mercado global está em compasso de espera pelas decisões do Federal Reserve, que podem redefinir a direção do dólar ante outras divisas. Analistas avaliam indicadores econômicos americanos em meio a níveis elevados de investimento e consumo, ponderando se o banco central dos EUA seguirá ajustando suas taxas de juros ou dará sinais de desaceleração no aperto monetário.
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Na sessão de quarta-feira (30), a moeda norte-americana manteve-se praticamente estável frente a pares fortes e emergentes. Por volta das 17h (de Brasília), o dólar era cotado a 157,38 ienes, o euro valia US$ 1,1327, e a libra alcançava US$ 1,3258. O índice DXY, que compara o desempenho do dólar com uma cesta de seis moedas fortes, registrou alta de 0,08%, atingindo 101,451 pontos.
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Embora o avanço do índice de preços de gastos com consumo (PCE) tenha ficado abaixo das previsões, o dólar inicialmente caiu frente às demais moedas. Em seguida, ganhou força com a divulgação de outros dados: o índice de gerentes de compras (PMI) de Chicago, calculado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), surpreendeu positivamente em setembro, e revisões substanciais para cima elevaram o Produto Interno Bruto (PIB) tanto do primeiro quanto do segundo trimestre. Esses resultados reforçam a percepção de que o consumo americano segue aquecido.
O Commerzbank projeta cenários distintos para a moeda dos EUA, dependendo dos próximos passos do Fed. Se o banco central elevar as taxas e sinalizar aperto adicional, o dólar deverá sustentar seus ganhos. Caso haja alta nos juros, mas com um tom mais moderado em relação a aumentos futuros de curto prazo, a divisa americana pode recuar levemente. Por fim, se o Fed mantiver os níveis atuais e adiantar que o próximo ajuste só ocorrerá em dezembro, espera-se uma perda de valor mais expressiva.
A Capital Economics, por sua vez, questiona a magnitude dos aumentos de juros precificados pelo mercado. Segundo a consultoria, bancos centrais de outras regiões deverão elevar suas taxas em proporção bem menor do que o mercado antevê e, ao longo do próximo ano, iniciar cortes. A partir desse cenário, a previsão é de que o índice DXY some mais 1,5% até o fim de 2023, adicionando-se à valorização de aproximadamente 6% acumulada desde janeiro.
No Japão, o Ministério das Finanças informou que não houve intervenções cambiais entre 27 de agosto e 28 de setembro. A pausa segue a série de alertas verbais e a intervenção histórica realizada no verão do hemisfério norte, que já haviam ajudado o iene a recuperar parte de seu valor.






