
Candidata ao Senado pelo PL posa em evento de campanha com apoiador em frente a cenário partidário (Foto: Instagram)
Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal neste domingo (04), assumindo o primeiro mandato eletivo de sua trajetória política. Presidente regional do PL Mulher, a ex-primeira-dama converteu a visibilidade construída ao lado de Jair Bolsonaro em votos próprios. A candidata liderou a apuração e garantiu a vaga no Senado, ampliando a representação da família Bolsonaro no Congresso Nacional. O resultado simboliza sua ascensão dentro do bolsonarismo e reforça o peso político do partido na capital federal.
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Com 71,10% das urnas apuradas, Michelle Bolsonaro computava 650.214 votos (28,77% dos válidos). A deputada Bia Kicis, também do PL, aparecia em segundo lugar com 27,33%, enquanto Leila do Vôlei ocupava a terceira posição, obtendo 21,38%. O desempenho reflete a consolidação de Michelle como principal representante feminina do movimento bolsonarista, superando adversárias com experiência parlamentar no pleito senatorial do Distrito Federal.
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No Distrito Federal, estavam em disputa duas cadeiras para o Senado em turno único, diferentemente das eleições para presidente e governador. Nesse formato, os dois candidatos mais votados são eleitos independentemente de atingir maioria absoluta. O modelo incentiva alianças regionais e destaca a força eleitoral local, beneficiando aqueles que já possuem alto reconhecimento público e base consolidada de apoio nos colégios eleitorais.
Antes desta eleição, Michelle jamais havia conquistado um cargo por meio de voto direto. Durante o governo Bolsonaro (2019–2022), ela ganhou projeção ao atuar como primeira-dama, coordenando projetos sociais e humanitários. Após o encerramento do mandato presidencial, assumiu a presidência nacional do PL Mulher, estrutura partidária que fortaleceu sua interlocução com mulheres e evangélicos, principais segmentos de sua base de apoio.
A campanha ao Senado permitiu a Michelle testar sua força política individualmente. Ela percorreu o país em carreatas, comícios e encontros regionais, firmando presença em redutos estratégicos. As pesquisas de intenção de voto, realizadas por institutos nacionais, indicaram sua liderança desde o início do período eleitoral, com vantagem estável sobre concorrentes mais experientes. O desempenho demonstrou sua capacidade de mobilizar eleitores e construir identidade própria além da figura de first lady.
A vitória de Michelle ocorre em um momento em que Jair Bolsonaro tem os direitos políticos suspensos, após condenação definitiva por participação na tentativa de golpe de Estado, ficando impedido de votar e disputar cargos. Enquanto isso, a ex-primeira-dama se prepara para cumprir o mandato de oito anos no Senado. Seu ingresso fortalece o PL no Congresso e pode definir os rumos das pautas conservadoras e da direita brasileira nos próximos anos.






