
Caminhão elétrico da JAC em posicionamento durante teste (Foto: Instagram)
O mercado brasileiro de caminhões elétricos retraiu 19,4% entre janeiro e setembro de 2026, registrando apenas 216 emplacamentos — menos de 0,3% do total de veículos pesados licenciados no período. Apesar da redução no volume, as montadoras chinesas seguem dominando o segmento, acumulando 87,5% das vendas no país.
Quase metade das unidades vendidas fica por conta da JAC, que emplacou 102 caminhões elétricos, o equivalente a 47,2% do mercado brasileiro nesse período, segundo dados da Fenabrave. A Foton aparece em segundo lugar, com 38 registros (17,6%), seguida pela Sany, com 32 unidades (14,8%). Juntas, essas três marcas respondem por 79,6% do total comercializado.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus é a única empresa não chinesa entre as cinco mais vendidas de elétricos, ocupando a quarta posição com 15 veículos (6,9%). A chinesa Nanjing se aproxima, com 13 emplacamentos (6%). Considerando ainda BYD e XCMG, as montadoras do gigante asiático somam 189 unidades, ou 87,5% do segmento.
O recuo no acumulado do ano também reflete o tamanho ainda marginal do nicho: foram 268 emplacamentos de caminhões elétricos entre janeiro e setembro de 2025, contra 216 em 2026. Do total de 78.665 caminhões licenciados neste ano, os modelos eletrificados representam menos de 0,3%.
Entre as marcas tradicionais de veículos a diesel, a participação na eletrificação pesada segue discreta. A Mercedes-Benz e a Scania somam três caminhões elétricos cada, enquanto a Volvo registrou apenas uma unidade até setembro. A Tesla aparece com cinco emplacamentos e a BYD, com três.
Em setembro, o mês registrou apenas 15 caminhões elétricos novos, queda de 40% em comparação a agosto (25 unidades) e de 48,3% na comparação anual (29 em setembro de 2025). Nanjing e Sany lideraram o mês com quatro unidades cada; a Foton e a Volkswagen Caminhões e Ônibus tiveram dois emplacamentos cada; enquanto BYD, Mercedes-Benz e Tesla contabilizaram um. A JAC, que lidera o acumulado do ano, não computou vendas em setembro, mas mantém quase metade dos licenciamentos de 2026.






