
Mia Shay St Hilaire, 12 anos, vítima de choque anafilático em Londres (Foto: Instagram)
Mia Shay St Hilaire, de 12 anos, faleceu em 10 de outubro de 2026 após sofrer choque anafilático provocado por um milkshake contaminado com traços de avelã em uma cafeteria de Londres, no Reino Unido. As apurações policiais revelaram que a bebida foi feita em um liquidificador sem limpeza adequada, contendo resíduos de atendimentos anteriores, o que permitiu o contato cruzado com o alérgeno. O ex-proprietário do local, Baris Yucel, assumiu a responsabilidade pelas falhas e foi penalizado pela Justiça britânica. A família da menina exige maior rigor na fiscalização das normas de segurança alimentar.
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Logo após consumir o milkshake, Mia Shay apresentou sintomas de anafilaxia de rápida progressão, com falta de ar, inchaço na garganta e queda brusca de pressão. Ela desmaiou antes de chegar ao pronto-socorro e, mesmo com a administração imediata de adrenalina e a internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não resistiu às complicações da reação alérgica. Médicos relatam que a velocidade com que o quadro evoluiu tornou inviável conter o choque anafilático.
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Em audiência no tribunal de magistrados de Londres, Baris Yucel declarou-se culpado de seis infrações relacionadas à legislação de segurança alimentar e saúde pública. Entre as acusações, estavam a ausência de aviso sobre a presença de alergênicos no cardápio, a falta de higienização dos utensílios e a contaminação cruzada de ingredientes. As investigações apontaram que o café Pop Inn Cafe ignorou procedimentos básicos para evitar riscos a clientes com restrições alimentares.
O juiz responsável pelo caso aplicou multa de 18 mil libras esterlinas – equivalente a cerca de R$ 118 mil – e determinou o cumprimento de 100 horas de serviços comunitários. Na sentença, destacou-se a gravidade de negligenciar protocolos de limpeza e sinalização em estabelecimentos que servem alimentos. A medida visa coibir práticas que possam resultar em tragédias semelhantes, envolvendo alergias alimentares.
Em nota oficial, os parentes de Mia Shay ressaltaram a necessidade de fiscalização mais rigorosa por parte das autoridades de saúde do Reino Unido. Eles defendem que a revogação ou complacência de normas pode colocar em risco a vida de consumidores alérgicos. O caso reafirma a urgência de medidas preventivas e treinamento adequado de funcionários para evitar contaminações por ingredientes perigosos.






