
Momento do ataque com coquetel molotov transmitido ao vivo (Foto: Instagram)
Um soldado do Exército foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por envolvimento em um ataque que deixou um homem em situação de rua com o corpo incendiado. As investigações apontam que o crime foi planejado em comunidades virtuais e transmitido em tempo real pelo Discord, com participação de espectadores que acompanharam a ação online.
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De acordo com o MP, o atentado aconteceu durante a madrugada, quando a vítima dormia em uma calçada e foi surpreendida por um grupo que lançou fogo contra o corpo dela. O episódio teria sido registrado e compartilhado pela plataforma, reunindo dezenas de internautas na transmissão ao vivo.
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O militar denunciado é o soldado Miguel Felipe dos Santos Guimarães da Silva, de 20 anos, acusado pelos crimes de tentativa de homicídio, associação criminosa e corrupção de menores. Segundo a peça acusatória, ele participou diretamente do ataque e da transmissão pelo Discord.
O ataque ocorreu em 19 de fevereiro na Avenida Geremário Dantas, no bairro Pechincha, Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Além de Miguel, um adolescente e outros dois homens não identificados arremessaram dois coquetéis molotov contra o homem que dormia na calçada.
Após ser atingida pelas chamas, a vítima correu em busca de socorro e foi internada com queimaduras de terceiro grau em cerca de 60% do corpo no Hospital Municipal Lourenço Jorge. Ainda conforme a denúncia, cada participante do crime teria recebido R$ 2,5 mil pelo envolvimento na ação.
Em abril de 2025, a Justiça já havia aceitado outra denúncia contra o soldado, decretando sua prisão preventiva por tentativa de homicídio qualificada, associação criminosa e corrupção de menores. Com a nova peça acusatória, o processo foi encaminhado ao Tribunal do Júri, com sessão marcada para 3 de março de 2027, mantendo os acusados em prisão preventiva até o julgamento.






