
Marinheiro Joshua Aviles ao lado do pai Luis Manuel Aviles, detido por agentes de imigração nos EUA. (Foto: Instagram)
O marinheiro Joshua Aviles, da Marinha dos Estados Unidos, relatou que seu pai foi detido por agentes de imigração logo após o fim de sua missão de nove meses a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, destacado no Oriente Médio no apoio à guerra contra o Irã. A prisão ocorreu enquanto ele retornava em direção ao território americano e surpreendeu toda a família.
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Em uma publicação no Facebook no último sábado (22), Joshua afirmou que seu pai, Luis Manuel Aviles, de 48 anos, possui carteira de motorista, número de Seguro Social e autorização de trabalho válidos. Ele disse que já havia dado entrada nos trâmites do green card junto ao serviço de imigração e que a família estava apenas aguardando a aprovação.
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A repercussão do caso se estendeu também às condições da tripulação no Lincoln, que enfrenta dificuldades de abastecimento desde o ataque iraniano a uma base naval americana no Bahrein. Na quinta-feira (20), o navio iniciou a viagem de retorno de cerca de 20,9 mil quilômetros até San Diego, na Califórnia, levando a bordo militares exaustos após meses em alto mar.
Em nota divulgada na segunda-feira (24), o Departamento de Segurança Interna informou que agentes da Patrulha de Fronteira prenderam Luis Manuel Aviles Roa em Key West, na Flórida, sem que se soubesse quando ou por onde ele entrou no país. Segundo o comunicado, ele está ilegalmente nos EUA e ficará detido pelo ICE até o processo de deportação.
Em sua mensagem nas redes sociais, Joshua declarou que foi avisado da detenção de seu pai no sábado: “Pai, não sei onde você está agora, mas estou fazendo tudo o que posso para trazê-lo de volta para casa. Te amo de todo o coração. Por favor, mantenha-se forte.” A mãe de Joshua, Argelia Aviles, disse à agência Associated Press que o marido vive há 19 anos nos EUA, trabalha sem parar para sustentar a família e nunca teve problemas antes.
A irmã do militar, Katherine Delgado, de 28 anos, contou que Joshua se alistou para aumentar as chances de cidadania do pai e livrá-lo do temor de ser preso. Ela revelou ter gasto centenas de dólares enviando cestas com alimentos e produtos de higiene até a cela de Luis, mas grande parte das encomendas não chegou ao destino.
Segundo Argelia, o pai de Joshua estava ansioso pelo fim da missão para abraçar o filho, a quem não via há nove meses. Apesar de o programa Parole in Place oferecer um caminho para a residência permanente de pais e cônjuges de militares, ele não garante imunidade a processos de deportação. Dados da AP mostram que, desde o segundo mandato de Donald Trump, mais de 50 familiares de militares foram detidos pelas autoridades de imigração.






