A britânica Shirley Nunn, de 67 anos, matou o filho Steven Nunn, de 50, antes de tirar a própria vida, em outubro de 2021, na cidade de Middlesbrough, no Reino Unido. O caso aconteceu dois dias depois de ela receber alta hospitalar com diagnóstico de câncer terminal. Segundo a investigação, a mulher temia morrer e deixar o filho, que dependia de cuidados permanentes, sem assistência.
Mãe e filho foram encontrados mortos dentro de casa após familiares acionarem a polícia. A investigação apontou que a preocupação de Shirley com o futuro de Steven foi o principal fator associado ao episódio. O relatório também identificou falhas no acompanhamento médico e na avaliação das condições emocionais da mulher durante o período em que esteve hospitalizada.
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Steven precisava de assistência integral desde a infância, quando sofreu um acidente que provocou uma lesão cerebral grave. As sequelas comprometeram sua capacidade cognitiva e sua locomoção. Shirley assumiu a responsabilidade pelos cuidados diários do filho, contando com o apoio da assistência social.
A situação familiar se agravou depois que a britânica recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão em estágio avançado, meses antes de sua morte. Posteriormente, a doença atingiu também o cérebro, a coluna e a pelve. Apesar da progressão do câncer, ela continuou exercendo a função de cuidadora.
De acordo com o relatório da investigação, Shirley apresentou sinais de instabilidade emocional nas semanas anteriores à morte. Ela também chegou a relatar pensamentos suicidas após uma interrupção temporária no uso de medicamentos antidepressivos. Mesmo diante dessas informações, não houve encaminhamento adequado para uma avaliação psicológica mais aprofundada.
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A apuração identificou ainda que, durante a internação, não foi realizada uma discussão efetiva sobre quem assumiria os cuidados de Steven após a morte da mãe. Também não houve uma avaliação suficiente sobre a capacidade de Shirley de continuar responsável pelo filho diante do agravamento de sua condição de saúde.
Segundo as conclusões da investigação, a britânica demonstrava maior preocupação com o futuro de Steven do que com a própria doença. O relatório apontou a possibilidade de que ela tenha acreditado não existir outra alternativa para assegurar os cuidados de que ele necessitava.
A morte dos dois ocorreu dois anos depois de Shirley perder o marido, também vítima de câncer. O caso levou à identificação de falhas no acompanhamento da paciente, especialmente em relação à sua saúde emocional e ao planejamento da assistência necessária ao filho














