Lula elogia contribuição do Congresso à governança em seu terceiro mandato

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Lula defende reformas política e judicial após avanços com o Congresso (Foto: Instagram)

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacou que, sob o ponto de vista da governança, o Congresso Nacional teve papel decisivo na aprovação das medidas enviadas pelo governo ao longo do seu terceiro mandato. Segundo ele, essa parceria foi essencial para viabilizar propostas de grande impacto para o país.
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Em entrevista ao programa Canal Livre, transmitido pela Band e pela BandNews TV no domingo (27), Lula ressaltou que a reforma tributária, em especial, só avançou graças à sintonia entre o Executivo e o Legislativo. Ele afirmou ter encontrado “muita compreensão do Congresso nas questões mais importantes que quisemos votar neste país”.
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Na sequência, o presidente defendeu a necessidade de uma reforma política para combater o que classificou como “promiscuidade política” entre os poderes. Lula criticou o controle excessivo do Congresso sobre parte do orçamento da União e criticou a forma como agências de regulação foram capturadas por interesses partidários e corporativos.

Ele chamou atenção para o fato de que cerca de 50% do orçamento nacional acaba nas mãos do Legislativo e afirmou que, sem mudanças, o país continuará com a estrutura em que “o presidente governa, o Legislativo legisla e o Judiciário julga” de forma desbalanceada. Para Lula, é imprescindível redefinir as regras de financiamento e a distribuição de recursos para resgatar a independência das instituições.

O petista também reforçou a necessidade de reforma no Judiciário, argumentando que o excesso de influências políticas e econômicas prejudica a imparcialidade dos tribunais. Segundo ele, o objetivo é promover um sistema mais transparente e responsável, no qual juízes e ministros atuem sem pressões externas.

Por fim, Lula reconheceu que o processo de mudança não será simples, mas afirmou estar preparado para liderar esse esforço. “Eu estou apto e disposto a estabelecer uma nova conversação política”, declarou, acrescentando que é o único candidato em condições de implementar essas reformas estruturais de forma eficaz.