
Lula com megafone em ato de campanha, cercado por apoiadores (Foto: Instagram)
Na noite de quinta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter tomado conhecimento por meio da imprensa de que seu adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL), estaria orientando o partido a se abster na hora de votar a proposta que extingue a escala de trabalho 6×1. Segundo Lula, não houve contato oficial nesse sentido, e a orientação teria chegado apenas pelos veículos de comunicação.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
“Estou sabendo pelo noticiário da imprensa de que meu adversário está propondo ao partido dele abstenção. Ele está com vergonha de falar isso, mas fiquei sabendo”, declarou o presidente em conversa com jornalistas. Lula ressaltou ainda que o governo trabalha para levar o texto ao plenário e garantir a aprovação até a próxima semana. “Vamos conseguir aprovar o fim da escala 6×1”, acrescentou.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
O debate sobre o fim da escala 6×1 tomou grande espaço na campanha do segundo turno, refletindo reivindicações de categorias que acumulam jornadas exaustivas. A proposta tem sido tema de intensas discussões no Senado, onde parcela dos parlamentares argumenta sobre o impacto financeiro da mudança e a necessidade de prever recursos para serviços que hoje operam no regime 6×1.
A PEC 221/2019, apresentada em 2019, busca não apenas eliminar a rotina de seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga, comum em setores como segurança pública, transporte e saúde, mas também reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. Na quinta-feira, o projeto completou a terceira das cinco sessões de discussão exigidas em plenário antes de seguir para votação em primeiro turno.
Lula criticou o ajuste fiscal proposto pelo adversário, conhecido como “tesouraço”. “Tesouraço é aberração política”, afirmou o presidente, condenando cortes drásticos nas áreas sociais. Já Flávio Bolsonaro defende medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas e tem questionado a viabilidade orçamentária da proposta para extinguir a escala 6×1 sem comprometer o funcionamento dos serviços.






