
Lula propõe limite a cartões e regula juros abusivos (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a adoção de medidas para conter os elevados juros do cartão de crédito, que considerou abusivos e comparou a um “crime” contra o consumidor. Ele argumentou ser urgente regulamentar a concessão de cartões e restringir quantos cada cidadão pode obter, a fim de evitar o superendividamento e proteger as famílias de taxas extorsivas.
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Lula ressaltou que, segundo dados do Banco Central, a taxa média de juros do crédito rotativo do cartão alcançou 449,4% ao ano em agosto, figurando entre as modalidades mais onerosas do sistema financeiro. Ele enfatizou que essa realidade penaliza as famílias brasileiras e que o governo, em parceria com o Ministério da Economia e o BC, estuda mecanismos para conter esse crescimento descontrolado.
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Em entrevista ao Flow Podcast na quinta-feira (1º), o presidente criticou duramente a prática dos bancos que distribuem cartões sem avaliar o perfil dos clientes. “Quanto é que o povo paga? É 493%, 500% no cartão de crédito. Dá para fazer alguma coisa. É o que eu estou exigindo que faça agora”, afirmou Lula, destacando a necessidade de ação imediata.
O mandatário chamou de “crime” a oferta indiscriminada de múltiplos cartões e anunciou que o tema já está sendo tratado com o Banco Central. Segundo ele, o plano é proibir que as instituições financeiras emitam mais de um cartão de crédito por pessoa, medida que deverá constar das próximas regulamentações do setor.
Relatórios do BC mostram que, além da taxa média de 449,4% ao ano em agosto, as variações cobradas pelas instituições financeiras podem chegar a patamares ainda mais elevados. Essa realidade reforça a importância de implementar controles mais rígidos e garantir maior transparência nas condições oferecidas aos consumidores.
Lula, líder do PT e candidato à reeleição, relacionou a facilidade de acesso ao crédito com o aumento do endividamento familiar. Ele garantiu que o governo trabalhará em ações para reduzir a dependência de linhas de crédito caras, oferecer maior segurança financeira e evitar que dívidas se transformem em armadilhas para a população.






