
Lula em coletiva: mudanças na coordenação são do partido, não dele, e cobrou votação do fim da escala 6×1 até sexta-feira. (Foto: Instagram)
Em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (08), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou que as alterações na equipe que organiza sua campanha eleitoral não partiram de sua iniciativa pessoal, mas sim do Partido dos Trabalhadores e das legendas aliadas. “As mudanças na coordenação não são minhas. Eu sou candidato. A coordenação é do partido e dos aliados”, comentou o chefe do Executivo, reforçando que cabe à sigla e a seus parceiros definir essa estratégia.
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Na mesma entrevista, Lula frisou a urgência na votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1, defendendo sua aprovação até o final desta semana. “Temos que votar o fim da escala 6×1 até sexta-feira”, declarou o presidente, acrescentando que a medida é essencial para garantir melhores condições aos trabalhadores.
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A líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), que acompanhou o presidente na coletiva, explicou que o texto da PEC está em fase avançada de discussão. “Estamos fazendo todo o processo de debate, vamos apresentar o requerimento de fim do interstício, estamos no meio do processo”, afirmou Teresa, ressaltando que a proposta deve estar pronta para votação a partir da próxima quinta-feira.
Durante o encontro com a imprensa, Lula também comentou sobre o senador Flávio Bolsonaro, observando que ele “não tem experiência” para a função para a qual se coloca como alternativa. Em seguida, o presidente aproveitou para lembrar que, desde 2003, nenhum outro governo havia conseguido conceder reajustes aos aposentados acima da inflação como o atual.
O presidente alertou ainda para a importância de a população não se deixar enganar por propostas que, segundo ele, visam apenas “meter a mão no bolso do trabalhador”. “É muito importante ficar atento para não permitir que a sociedade seja enganada. Quando se fala em corte, é para tirar do bolso de quem produz”, afirmou Lula, reforçando seu discurso em defesa do emprego e da renda.
No encerramento da coletiva, Lula comentou o apoio que recebeu do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). “O Hugo Motta vai me ajudar a ganhar as eleições”, declarou o chefe do Executivo, referindo-se ao encontro realizado no Palácio da Alvorada. A reunião ocorreu após o Republicanos ter anunciado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.






