Líder do PCC que já esteve preso com Marcola é detido no litoral de SP

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PM-SP e PF capturam líder do PCC em academia no Guarujá (Foto: Instagram)

Gralber Compri, apontado como liderança de peso do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi capturado na manhã da última quarta-feira (07) no Guarujá, litoral paulista. A ação conjunta da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) e da Polícia Federal (PF) resultou na prisão de um dos foragidos mais procurados pela Justiça. Compri estava em liberdade até o cerco policial, que usou informações de inteligência para localizá-lo. O Estadão tentou contato com a defesa de Compri, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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Segundo a PM-SP, as equipes federais de Santos e policiais do 21° Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) coordenaram o flagrante depois de monitorar os passos de Compri. O criminoso foi surpreendido dentro de uma academia de ginástica, local onde costumava frequentar evitando suspeitas. Após a abordagem, ele foi conduzido à delegacia da Polícia Federal em Santos, onde permanece à disposição das autoridades. A prisão faz parte da ofensiva contra a cúpula do PCC.

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Durante a operação, as forças de segurança apreenderam diversos documentos e cartões falsos, todos registrados em nome de terceiros. Além disso, dois aparelhos celulares foram confiscados e seguirão para perícia, na expectativa de revelar comunicações e novos indícios sobre as estruturas financeiras e de comando da facção. Os policiais evitaram detalhar o conteúdo das investigações em curso, mas afirmaram que as provas coletadas serão fundamentais para desmantelar redes de apoio criminoso em diferentes regiões do país.

Gralber Compri possui condenação definitiva a 17 anos de reclusão por envolvimento em um elaborado esquema de lavagem de dinheiro. As apurações da Operação Hauler apontaram que ele foi responsável pela movimentação financeira de mais de R$ 74 milhões, recursos oriundos de extorsões, tráfico de drogas e outras atividades ilícitas coordenadas dentro dos presídios e fora deles. O mandado de prisão decorrente dessa operação foi expedido em setembro de 2025 e passou a ser cumprido hoje.

Autoridades destacam que Compri ocupava posição de destaque dentro do PCC não apenas por suas habilidades financeiras, mas também por seus vínculos estreitos com outras lideranças. Ele já havia sido detido anteriormente na Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde teve contato direto com Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, considerado um dos fundadores e principais articuladores da facção criminosa.

A prisão de Compri representa mais um golpe na hierarquia do Primeiro Comando da Capital, cujo comando segue fragmentado após sucessivas operações de repressão. Especialistas em segurança pública ressaltam que desarticular membros desse núcleo é uma estratégia essencial para reduzir a capacidade de coordenação de crimes e enfraquecer o aparato financeiro da organização. Agora, as investigações prosseguem para identificar eventuais comparsas que auxiliavam o foragido e cooptavam novos operadores para facilitar suas operações.