
Equipes de resgate buscam sobreviventes nos escombros após ataque israelense no sul do Líbano (Foto: Instagram)
O número de vítimas fatais em ataques israelenses no sul do Líbano subiu para sete neste domingo (06), segundo o Ministério da Saúde libanês, que registrou também 20 feridos. Entre os feridos estão três crianças e cinco mulheres, atingidas nas operações conduzidas pelas Forças Armadas de Israel na região de fronteira.
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De acordo com autoridades locais, dois civis morreram na vila de Arabsalim e outros dois em Nabatiyeh al-Fawqa, próximo a uma colina estratégica que Israel afirma ter tomado na quinta-feira. Em Nabatiyeh al-Tahta, um drone israelense atingiu um estacionamento, provocando a morte de mais três pessoas. A área se tornou palco de confrontos entre Israel e o Hezbollah, movimento apoiado pelo Irã.
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O Exército de Israel declarou que os ataques foram retaliação ao disparo de um drone do Hezbollah contra tropas israelenses no sul libanês no início do dia. As Forças Armadas também afirmaram que um hospital desativado, atingido em uma das ações, servia como centro de comando do grupo militante.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou a retomada das ofensivas contra Nabatiyeh e localidades vizinhas, classificando-as como “perigosa escalada” por ultrapassarem meras violações do cessar-fogo. Ele destacou que as ações miraram instituições estatais e serviços essenciais, incluindo danos ao prédio do Ministério das Finanças e ao Hospital Ghandour.
Aoun afirmou que o padrão de ataques vai além de supostos objetivos militares e responsabilizou Israel pelas violações. O líder libanês apelou aos Estados Unidos e à comunidade internacional para adotarem medidas urgentes, interromperem as incursões e responsabilizarem os responsáveis pelos bombardeios.
Os novos ataques ocorreram apesar de um cessar-fogo em vigor há mais de dois meses, mediado pelos Estados Unidos entre Israel e o Hezbollah. Desde então, embora o acordo tenha contido confrontos em larga escala, ataques de menor intensidade e operações israelenses continuam no sul do Líbano, onde Israel mantém uma “zona de segurança” declarada.






