
Estádio São Januário sob os refletores antes da definição sobre a SAF do Vasco (Foto: Instagram)
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a continuidade do processo de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama, estabelecendo as condições para uma disputa competitiva entre interessados. A decisão foi tomada pelo Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, que expediu o edital com os critérios e prazos a serem observados pelas partes envolvidas.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Até o momento, o principal candidato à aquisição de 90% das ações da SAF é o empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Ele negocia com o clube a compra por pouco mais de R$ 2 bilhões, valor que já conta com o aval informal do mandatário vascaíno, Pedrinho, que considera a transação praticamente certa.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
O edital aberto pela Justiça permite que outras propostas concorram diretamente com a oferta de Lamacchia, assegurando opção de sigilo para quem desejar. “A alienação da UPI Equity é objeto de requerimento de deflagração de processo competitivo apresentado pelo CRVG e pela Vasco SAF, conforme previsto no Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores e homologado judicialmente, observadas as condições a serem estabelecidas no respectivo edital e as determinações do Juízo da Recuperação Judicial”, comunicou o clube.
O processo conta ainda com a supervisão da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que adotou medida cautelar proibindo o Vasco de contrair novos empréstimos com a Crefisa e de manter quaisquer vínculos com o Palmeiras. A decisão faz parte de uma investigação para verificar possível conflito de interesses na negociação da SAF.
Marcos Lamacchia é formado em Administração de Negócios pela Universidade de Miami, com especializações em Contabilidade e em Direito Empresarial, além de curso de Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em sua carreira, atuou no Eagle Bank, no Conglomerado Alfa e na Fiesp, e foi diretor da Crefisa entre 2004 e 2009. Desde 2008, ele é sócio-fundador e CEO da Blue Star, consultoria financeira e de investimentos sediada em São Paulo, que conta entre suas sócias a mãe, Junia.






