
Larissa de Souza Batista, de 27 anos, em imagem divulgada pela Polícia Civil. (Foto: Instagram)
Larissa de Souza Batista, de 27 anos, será submetida a júri popular pela acusação de tentar matar o namorado Adenilson Ferreira Parente, também de 27 anos, em Ribeirão Preto (SP). Conforme as investigações, Adenilson passou mal após consumir um açaí oferecido pela companheira e precisou ser levado à UTI. Exames periciais apontaram a presença de chumbinho no alimento, levando a Polícia Civil a suspeitar que Larissa adulterou o produto antes da entrega.
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A Justiça acatou a denúncia por tentativa de homicídio qualificado, com agravantes de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ainda não foi definida data para o julgamento no Tribunal do Júri. O episódio ocorreu em 5 de fevereiro, quando Adenilson apresentou sintomas de intoxicação logo após ingerir o açaí comprado por Larissa em um estabelecimento na Zona Leste da cidade.
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No decorrer das apurações, a Polícia Civil realizou exames que confirmaram a presença de chumbinho no conteúdo do açaí. As autoridades identificaram sinais de adulteração no recipiente, o que reforçou a hipótese de que a suspeita teria acrescentado a substância tóxica para envenenar o namorado.
Desde abril, Larissa está presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. Em audiência realizada no mês passado, ela negou o uso do veneno e afirmou ter apenas colocado leite condensado na sobremesa. Apesar das acusações, Larissa e Adenilson mantêm o relacionamento.
Segundo relatos do próprio Adenilson, o açaí apresentou gosto estranho, que ele comparou a óleo de motor. Em seguida, o jovem teve um quadro grave de intoxicação e foi encaminhado a um hospital, onde permaneceu em uma unidade de terapia intensiva por dez dias antes de receber alta médica.
Além dos exames laboratoriais, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança do estabelecimento e concluíram que não houve alteração no local de venda. As gravações indicaram, porém, que Larissa teve contato com o recipiente antes do namorado consumi-lo. Baseado nessas evidências, o Ministério Público denunciou a jovem por tentativa de homicídio qualificado, e a Justiça determinou o prosseguimento do processo perante o Tribunal do Júri.






