
David Corrêa (Vasco) e Reyner Oliveira (Azuriz) são alvos da Operação Tropa (Foto: Instagram)
O atacante David Corrêa, do Vasco, entrou na mira de uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (31). Ele é investigado por suposta participação em uma facção criminosa responsável pelo tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro. De acordo com o inquérito, a ação teve por base indícios que apontam para o envolvimento de Corrêa em atividades ilícitas.
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Durante a operação, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no imóvel onde o atleta reside, na Barra da Tijuca, e também nas instalações do centro de treinamento do clube cruz-maltino, em Vargem Grande, ambas localizadas na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Essas medidas fazem parte do desdobramento de um trabalho investigativo que se estendeu a diversos pontos estratégicos ligados ao caso.
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O Estadão procurou a assessoria de imprensa de David Corrêa, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O Vasco, por sua vez, também não emitiu posicionamento oficial a respeito das diligências realizadas pela polícia. A reportagem aguardará manifestações das partes e atualizará as informações tão logo haja retorno.
Conforme reportagem do G1, outro atleta que caiu na operação foi o atacante Reyner Oliveira, revelado pelo Santos e atualmente vinculado ao Azuriz, de Pato Branco (PR). Durante a abordagem policial, Reyner foi detido sob acusação de desacato, sendo conduzido à delegacia local e autuado em flagrante por desrespeito aos agentes de segurança.
Batizada de “Operação Tropa”, a iniciativa deriva de investigações conduzidas pela Polícia Civil do Espírito Santo. No Rio de Janeiro, a ação é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC). O esforço conjunto busca aprofundar as provas colhidas no inquérito principal.
Em nota, a Polícia Civil do Rio explicou que o foco da operação é apurar as ramificações interestaduais do grupo criminoso e verificar eventuais vínculos de profissionais do esporte e empresários com a organização. Segundo a corporação, as diligências são parte de um plano mais amplo para desarticular a atuação da facção que atuava em diferentes regiões do país.
“A operação integra uma atuação conjunta entre as Polícias Civis dos estados para o cumprimento de medidas judiciais e o enfrentamento de organizações criminosas que atuam de forma interestadual”, afirmou a Polícia Civil do Rio de Janeiro. As autoridades devem seguir com as investigações e, se necessário, requisitar novas ordens judiciais para ampliar o alcance das apurações.






