Itália muda regras de segurança no Coliseu após morte de operário

Posted by

–


Após a morte de um trabalhador de 22 anos no Coliseu, na Itália, novas regras proíbem a subcontratação e serviços com acesso por cordas no monumento. (Foto: Instagram)

Após a morte de Andrea Moretti, operário de 22 anos que caiu de dez metros enquanto trabalhava no Coliseu, em Roma, o Ministério da Cultura da Itália anunciou mudanças nas normas de segurança para obras no monumento. As novas diretrizes proíbem a subcontratação de trabalhadores e a execução de serviços que utilizem técnicas de acesso por cordas.

A decisão foi confirmada pela Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), que, após mobilização em defesa de mais proteção aos trabalhadores, reivindica que as medidas sejam estendidas a todos os espaços culturais e históricos do país.

Em nota, a entidade sindical afirmou que os acordos firmados com o Ministério da Cultura representam uma mudança fundamental na gestão do trabalho no Parque Arqueológico do Coliseu. Segundo a CGIL, a conquista resulta da mobilização e da determinação dos trabalhadores.

A organização também declarou que dialogou com o Ministério para eliminar práticas consideradas inadequadas e mal avaliadas em sítios históricos. Agora, a entidade defende que as novas regras de segurança não se restrinjam ao monumento romano.

No fim de setembro, o Coliseu foi fechado temporariamente após Moretti despencar de uma altura de dez metros durante a instalação de um novo sistema de iluminação. Especializado em manutenção em altura com o uso de cordas, o jovem recebeu atendimento das equipes de emergência no local, mas morreu em consequência dos ferimentos.

O Coliseu, cuja construção foi concluída no ano 80 d.C., durante o império de Tito, é considerado o maior anfiteatro do mundo antigo. O espaço recebia espetáculos públicos, combates de gladiadores e encenações com animais selvagens, e tinha capacidade para cerca de 50 mil espectadores.