Influenciador Frank Willians rebate delegada após ser questionado por estelionato

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Delegada e influenciador em embate ao vivo no Show do Bacci (Foto: Instagram)

No “Show do Bacci” desta quarta-feira (07), transmitido pela BNTV, o influenciador Frank Willians confrontou a delegada Maria Corsato sobre acusações envolvendo pedidos de dinheiro em lives, processos judiciais e uma suposta ligação com o PCC. O debate ganhou repercussão nas redes sociais por conta do tom direto das perguntas e das respostas incisivas do influenciador.

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Durante a entrevista, Maria Corsato questionou se as solicitações de contribuições financeiras nas transmissões poderiam configurar estelionato, dependendo das circunstâncias. Ela também citou processos em andamento atribuídos a Frank, que ele classificou como referentes a um aluguel em atraso e a uma disputa judicial sobre a venda de um veículo.

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Frank Willians rebateu as acusações e explicou que não há indícios de fraude nas trocas com o público durante as lives. Ele afirmou que os processos mencionados pela delegada têm origem em questões patrimoniais e negou qualquer irregularidade nas cobranças de doações, destacando que tudo é documentado em contratos formais.

Quando o tema mudou para a suposta vinculação de Frank ao Primeiro Comando da Capital, o influenciador indagou a delegada sobre a falta de provas concretas, dizendo: “Uma delegada que diz ser da Polícia Civil não sabe me dizer se fui ou não do PCC.” Ele questionou a credibilidade das informações apresentadas a seu respeito.

A notoriedade de Frank Willians se intensificou após suas declarações de que teria integrado o PCC. Porém, investigações jornalísticas e checagens anteriores não encontraram comprovação de sua participação na facção. O promotor Lincoln Gakiya, especialista em PCC, afirmou que o influenciador não figura em listas ou documentos oficiais como membro do grupo.

Outro ponto central do debate foi o uso do termo “sintonia” por parte de Frank ao descrever sua posição dentro da suposta estrutura criminosa. A delegada interpretou a expressão como indicação de hierarquia, enquanto o influenciador explicou que o conceito, na sua visão, remete a uma fase de observação de movimentos, e não a um cargo formal no organograma do PCC.

Por fim, Frank justificou os pedidos de dinheiro como uma forma de equilibrar sua renda diante da dificuldade de fechar parcerias comerciais e das despesas com a criação de um filho autista. Ele enfatizou que recorrer ao público em suas transmissões não configura fraude, mas uma alternativa necessária diante dos desafios profissionais e pessoais.