Tim McGrath, de 38 anos, passou por mais de 20 cirurgias após ser diagnosticado com sarcoma sinovial, um tipo raro de câncer que provocou o crescimento de um tumor em seu rosto. A doença foi identificada em fevereiro de 2014, depois que ele começou a sentir dores intensas na mandíbula. Após a retirada do tumor e complicações nas primeiras tentativas de reconstrução facial, Tim iniciou um novo tratamento com o cirurgião Kongkrit Chaiyasate, nos Estados Unidos.
Segundo informações publicadas pelo jornal britânico Metro, o tumor continuou crescendo após o diagnóstico e comprometeu funções básicas do paciente. Em 2015, Tim precisou passar por uma traqueostomia para conseguir respirar e começou a utilizar uma sonda para receber alimentação.
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Ainda naquele ano, ele foi submetido a uma cirurgia de aproximadamente 30 horas para a retirada do tumor e a reconstrução de parte do rosto. O procedimento, no entanto, deixou alterações extensas em sua aparência, e as primeiras tentativas de reconstrução enfrentaram complicações relacionadas à rejeição dos tecidos utilizados.
“Depois da operação para remover o tumor, fiquei com o coração partido. Não percebi que metade do meu rosto seria retirada e foi só quando fui ao Dr. Chaiyasate que comecei a sentir uma esperança real novamente”, contou.
Em abril de 2016, Tim começou a ser acompanhado pelo cirurgião Kongkrit Chaiyasate, que desenvolveu uma nova abordagem para a reconstrução facial. O médico utilizou tecidos retirados da perna e do antebraço esquerdos do paciente, além de um retalho da testa, para reconstruir as regiões afetadas.
O tratamento passou a ser realizado em diferentes etapas. De acordo com Tim, cinco das mais de 20 cirurgias pelas quais passou foram conduzidas por Chaiyasate, sem que houvesse rejeição dos tecidos utilizados nesses procedimentos. “Ele me deu muita esperança. Fiz mais de 20 cirurgias até hoje e cinco delas foram com o Dr. C, nenhuma das quais foi rejeitada”, afirmou.
Apesar dos avanços, o processo de reconstrução ainda não havia sido concluído quando Tim relatou sua história. Ele continuava impossibilitado de comer e beber pela boca e apresentava dificuldades para pronunciar determinadas palavras.
Mesmo com essas limitações, Tim afirmou ter percebido uma melhora em sua qualidade de vida desde o início do acompanhamento com o especialista. “Eu definitivamente estou aproveitando todas as oportunidades que tenho para viver”, declarou.
Segundo as informações divulgadas, o cirurgião planejava realizar novas etapas da reconstrução, com o objetivo de melhorar a capacidade de fala do paciente e permitir que ele voltasse a se alimentar e ingerir líquidos pela boca.











