Greve da CPTM faz Prefeitura de SP manter rodízio de veículos suspenso nesta quarta-feira

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Manifestantes levantam cartazes em apoio à greve dos trabalhadores da CPTM em São Paulo. (Foto: Instagram)

A Prefeitura de São Paulo comunicou nesta terça-feira, 4, que o rodízio de veículos seguirá suspenso na quarta-feira, 5, em razão da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A decisão vale enquanto perdurar a paralisação dos servidores do sistema ferroviário metropolitano.

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Sem a restrição, os veículos com placas finais 5 e 6, que normalmente ficariam proibidos de circular na região do centro expandido entre 7h e 10h e das 17h às 20h, poderão trafegar livremente em qualquer horário. Dessa forma, toda frota estará autorizada a transitar pelas vias da capital sem limitações.

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Em nota oficial, a Prefeitura explicou que as equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) seguem monitorando as condições de circulação em todas as regiões da cidade. Os agentes avaliam o fluxo de veículos, acionam sinalizações, definem desvios e reforçam a presença de orientadores para minimizar congestionamentos e indicar rotas alternativas.

A greve dos ferroviários teve início à 0h de terça e não tem previsão de término, afetando as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A linha 11-Coral faz o trajeto entre as estações Palmeiras–Barra Funda e Estudantes, em Mogi das Cruzes; a 12-Safira liga o Brás à região leste, atingindo Itaquaquecetuba e Poá; e a 13-Jade conecta a capital ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Durante assembleia realizada na noite de terça-feira, os trabalhadores decidiram manter a paralisação. Eles reivindicam a reestatização das três linhas atualmente cedidas ao setor privado e exigem garantias de que não haverá demissões após a transferência das operações para a concessionária TriviaTrens.

De acordo com os grevistas, cerca de 2.300 funcionários correm o risco de perder o emprego caso não sejam reabsorvidos na nova gestão. Em resposta, o governo do Estado afirmou em nota que se comprometeu a não efetuar demissões durante o processo de realocação e classificou a greve como um movimento unilateral, baseado em informações equivocadas. Os ferroviários, por sua vez, reforçam que não receberam nenhuma garantia formal, escrita ou oficial, acerca da manutenção de todos os contratos de trabalho, motivo pelo qual optaram por prosseguir com a paralisação.