Flávio Bolsonaro espera que STF não tente ‘gracinha’ contra ele

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Flávio Bolsonaro ergue o punho em transmissão ao vivo para criticar interferências do STF (Foto: Instagram)

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) durante transmissão nesta quinta-feira (17). Ele afirmou temer interferências ilegais por parte da Corte em seu favor ou contra ao longo da campanha eleitoral, ressaltando que tem obtido boa colocação nas pesquisas de intenção de voto. Em sua fala, o senador fez críticas diretas aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, acusando-os de atuar politicamente em vez de fiscalizar o dinheiro público.

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Flávio destacou que, segundo ele, o STF tem priorizado a interferência no processo eleitoral em vez de investigar desvios de recursos públicos. “Não há preocupação de resguardar o erário, mas de voltar a influenciar o resultado das urnas. Espero que não tentem nenhuma gracinha comigo, que não façam nenhuma ação ilegal contra mim, principalmente agora, quando as pesquisas indicam que estamos à frente”, declarou o parlamentar.

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Durante a mesma transmissão, Flávio Bolsonaro insistiu que, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguir a reeleição, o País poderá experimentar uma “ditadura judiciária”. Ele sugeriu que, caso Lula indique mais ministros com perfil semelhante a Alexandre de Moraes e Flávio Dino, o Poder Judiciário ganharia controle excessivo, superando até formas tradicionais de autoritarismo.

“Imaginem se Lula emplacasse mais quatro Alexandre de Moraes no Supremo? E mais quatro Flávio Dino? Amarraria tudo por dentro e abandonaria o povo. Seria uma ditadura mais perversa que a do Judiciário que estamos testemunhando”, criticou o pré-candidato, alertando para o risco de concentração de poder.

Na sequência, Flávio fez um apelo direto aos seus simpatizantes para que se inscrevam como mesários e fiscais de urna. Segundo ele, o objetivo é criar uma rede de observadores em todo o território nacional, com credenciamento e treinamento rápido, para impedir que eleitores mal-intencionados votem no lugar de outras pessoas, garantindo maior transparência no pleito.

Por fim, o parlamentar também voltou a apontar problemas em universidades públicas, afirmando que muitas instituições estariam tomadas por pichações e uso de entorpecentes. “Nos diretórios acadêmicos parece cracolândia, com registro de maconha e outras drogas dentro da faculdade. Mesmo assim, há jovens no meio universitário que buscam prosperar”, observou Flávio Bolsonaro, criticando o ambiente de algumas instituições.