
Cristiano Ronaldo aponta para o céu após duelo intenso pela seleção. (Foto: Instagram)
As federações europeias de futebol vêm aumentando a pressão sobre a Uefa para que seja revogado o formato batizado de Super Data Fifa, alegando que a sobrecarga de partidas tem causado desgaste extremo aos atletas e preocupações com lesões, além de impactar o rendimento dos clubes.
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Durante os 16 dias da janela, seleções realizaram amistosos e partidas da Liga das Nações em sequência apertada, resultando em um aumento de lesões. Entre os desfalques destacados estão Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey, segundo levantamento do jornal The Guardian.
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O principal ponto de crítica é a concentração de quatro jogos da Liga das Nações em um período que antes tinha apenas 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu as janelas de setembro e outubro sob o argumento de reduzir viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores, mas na prática gerou reclamações de clubes e associações.
A insatisfação ficou evidente em reunião das associações nacionais da Uefa em Berlim, na quinta-feira (08). As reclamações foram quase unânimes, com dirigentes classificando o formato como “inviável” e “um desastre”. Entre os que se manifestaram estão a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor-executivo Mark Bullingham.
O número elevado de lesões acendeu o alerta de seleções com elencos mais enxutos, que temem ficar sem opções para rodar o time em sequência tão intensa de partidas. O desequilíbrio competitivo também preocupa, pois times com maior profundidade no grupo conseguem manter o desempenho mesmo após múltiplos jogos.
Do ponto de vista financeiro, a concentração de dois jogos em casa em curto espaço atrapalhou campanhas de divulgação e dificultou a venda antecipada de ingressos. A receita das partidas é fundamental para o orçamento das federações, que utilizam esses recursos para bancar projetos de desenvolvimento e infraestrutura.
Diversas entidades defendem o retorno ao modelo anterior, com cinco janelas internacionais de duas semanas cada ao longo da temporada. Porém, a revisão do calendário pode esbarrar no planejamento já definido até 2030 e nas divergências entre Uefa e Fifa sobre a gestão do futebol mundial.
Ainda que alguns dirigentes reconheçam o benefício de ter mais tempo de trabalho conjunto entre técnicos e jogadores, a tendência é que a Uefa seja pressionada a negociar uma nova estrutura de datas com a Fifa, em resposta à insatisfação das federações europeias.






