
Bebê de 7 meses morre após demora em UPA de São Miguel Paulista (Foto: Instagram)
Uma criança de 7 meses faleceu após sofrer agravamento de seu quadro em uma UPA de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. A família questiona o tempo de espera e a condução do atendimento, afirmando que houve demora na transferência para um hospital. Conforme relatos, a bebê passou mal e não sobreviveu ao deslocamento para outra unidade de saúde.
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Na última segunda-feira (10), Isadora dos Santos Braga apresentou febre, coriza e tosse, segundo conta a avó, Eliane Antônia de Oliveira Souza. Por volta das 14h30, a mãe levou a bebê à UPA Tito Lopes, onde foram realizados exames iniciais. Apesar de a equipe ter informado que não havia alterações significativas, o estado de saúde da menina se deteriorou nas horas seguintes.
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De acordo com Eliane, por volta das 19h, Isadora apresentou pele arroxeada, manchas vermelhas e falta de ar. A avó relata que, ao chegar à UPA, solicitou à equipe que chamasse a médica de plantão, mas ouviu que já havia sido instruída a transferir a paciente. Ainda segundo o depoimento, a criança recebeu medicação intravenosa e soro, enquanto a enfermeira corria atrás da profissional responsável para avaliar o quadro.
Durante o atendimento, a família foi informada de que o oxímetro não estava funcionando corretamente, o que dificultou o monitoramento da saturação de oxigênio. A avó afirma que a transferência para o Hospital Municipal Tide Setubal só ocorreu cerca de dez horas após a chegada de Isadora à UPA, agravando ainda mais o estado da bebê, que chegou em situação crítica.
No hospital, a equipe tentou manobras de reanimação, mas a criança não resistiu e morreu na madrugada de terça-feira (11). O atestado de óbito apontou broncopneumonia como causa principal. O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que deve emitir um laudo para esclarecer as circunstâncias do falecimento.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde declarou que todos os procedimentos adequados foram adotados pelas equipes e que aguarda o resultado do laudo para determinar oficialmente o que ocorreu. Até o momento, não há confirmação de negligência médica, e as investigações prosseguem para apurar possíveis falhas no atendimento.
A família de Isadora registrou boletim de ocorrência classificando o caso como morte natural, mas sustenta que houve omissão de socorro. Eliane tentou obter o nome da médica que atendeu a criança, porém não conseguiu identificá-la no momento de tensão. Os parentes esperam que o inquérito e o laudo técnico apontem responsabilidades.






