
Imagem ilustrativa de saque em caixa eletrônico usado em golpe contra idosa (Foto: Instagram)
Uma aposentada de 85 anos foi vítima de um golpista que se passou por gerente bancário e, ao longo de sete anos, apropriou-se de cerca de R$ 1,3 milhão de suas contas. O homem conquistou a confiança da idosa, passou a gerenciar parte de suas finanças e realizou saques, transferências e contratações de empréstimos em nome dela, sem que a vítima percebesse.
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Identificado pela Polícia Civil de São Paulo como Sérgio Luiz Marinho dos Santos, de 38 anos, o suspeito foi preso durante uma operação que cumpriu 15 mandados de busca na capital e na Grande São Paulo. As apurações indicam que ele se aproveitou da relação de proximidade com a aposentada, Matilde de Cunha, para movimentar o patrimônio dela e ocultar a origem das transferências.
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Segundo os investigadores, Sérgio sacou valores em espécie, abriu empréstimos em nome de Matilde e fez diversas transferências bancárias que somam, até o momento, R$ 1,3 milhão. Além disso, há suspeita de que ele tenha transferido duas propriedades da vítima para terceiros. Uma das casas chegou a ser demolida e já se encontra em fase de reconstrução, conforme reportagem do UOL.
O esquema só veio à tona quando Alexandre, filho da idosa, desapareceu. Ele desconfiava das atitudes de Sérgio e teria avisado parentes sobre o que estava ocorrendo. A apuração também levou à investigação de um possível internamento forçado de Alexandre em uma clínica de reabilitação, levantando suspeitas de coação contra o próprio filho da vítima. Aury Isabella Alves Gurgel, apontada como namorada e possível cúmplice de Sérgio, segue foragida.
Durante as buscas, os policiais recolheram documentos, extratos bancários e sinais de comunicação entre os envolvidos, a fim de rastrear o destino do dinheiro e dos bens imobiliários. Sérgio permanece detido e agora responde por estelionato qualificado, com agravante por ter como vítima pessoa idosa. As autoridades não descartam a participação de outras pessoas no golpe.
De acordo com relatos da Polícia Civil, o investigado já possuía antecedentes por fraudar idosos em outras cidades. Enquanto isso, a família de Matilde ingressa na Justiça para tentar reaver o montante desviado e as propriedades transferidas. A expectativa é que a perícia sobre as movimentações financeiras e os documentos apreendidos ajude a identificar o paradeiro dos recursos e a responsabilizar todos os envolvidos.






