Ex-dirigente do São Paulo sofre fratura de cinco costelas após ataque da gangue do ‘quebra-vidros’

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Ex-dirigente do São Paulo FC, Marco Aurélio Cunha, sofre fraturas em assalto na zona oeste de SP (Foto: Instagram)

Marco Aurélio Cunha, ex-dirigente do São Paulo Futebol Clube, sofreu a fratura de cinco costelas após ser alvo de um assalto praticado pela chamada “gangue do quebra-vidros”. O episódio ocorreu na última quarta-feira (12), na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste da capital paulista. Além das costelas, Cunha teve um pneumotórax de pequena extensão, que ele espera reabsorver sem necessidade de intervenção cirúrgica.

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O ex-dirigente contou que retornava da Avenida Paulista em um táxi quando, ao passar em frente ao metrô na Doutor Arnaldo, um criminoso quebrou o vidro do veículo e arrancou o celular de sua mão. Movido pela reação, Cunha saiu correndo atrás do ladrão até a escada de acesso ao metrô, onde ambos caíram. Ele relata ter batido o tórax e a cabeça no chão, resultando nas lesões.

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Marco Aurélio de Almeida Cunha é médico de formação e construiu destaque no futebol como dirigente do São Paulo em diversas gestões. Posteriormente, atuou como coordenador de futebol feminino na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), foi eleito vereador em São Paulo e hoje trabalha como comentarista esportivo na Band.

Levantamento do Estadão aponta que os casos de “quebra-vidros” têm se intensificado em vários pontos da cidade. Além da zona oeste, onde se concentram bairros como Perdizes, bairros da zona norte e regiões do Ipiranga e Vila Mariana, na zona sul, também registram episódios frequentes. No centro, áreas como Baixada do Glicério, Viaduto Julio de Mesquita Filho e vias do Estado e Tiradentes são alvos constantes.

Em abril, a Polícia Militar deflagrou a Operação Impacto Media Urbs II para combater essa modalidade de roubo, mobilizando cerca de 900 agentes, com apoio de 290 viaturas, três blindados e uma aeronave. Em março, outra operação resultou na detenção de ao menos 70 suspeitos. As investigações revelam que os bandidos utilizam ferramentas como vidia de corte, pedras e até o próprio cotovelo para quebrar os vidros, além de contarem com comparsas em locais elevados para sinalizar quais veículos exibem objetos de valor.

Vítimas ouvidas pelo jornal confirmam que os ataques são muito rápidos, deixando não só prejuízos materiais, mas também ferimentos causados pelo impacto do vidro. Especialistas recomendam que esses casos sejam classificados como roubo, em vez de furto, já que envolvem emprego de violência, mas essa narrativa nem sempre é adotada pelas autoridades, o que pode distorcer as estatísticas oficiais.