
Bandeira iraniana ostentada em comércio local enquanto EUA intensificam sanções, afirma secretário do Tesouro Scott Bessent (Foto: Instagram)
O secretário do Tesouro dos Unidos, Scott Bessent, assegurou nesta segunda-feira (31) que Washington vai ampliar a pressão econômica sobre o Irã sem levar sua economia ao colapso total. Em entrevista à CNBC, nos bastidores da reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, realizada em Asheville, na Carolina do Norte, Bessent afirmou que o objetivo principal é derrubar o regime iraniano, e não provocar um desastre econômico irreversível para a população.
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Bessent enfatizou que Teerã “está reagindo com violência porque está perdendo economicamente para nós”. O secretário deixou claro que, apesar das sanções serem intensificadas, a iniciativa não visa destruir a economia iraniana, e sim minar a sustentação política do atual governo. “A economia do Irã não precisa entrar em colapso, mas o regime iraniano precisa cair”, reforçou.
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As declarações de Bessent ocorreram durante a Cúpula do G20, na qual representantes discutiam estratégias de recuperação pós-pandemia e estabilidade financeira global. A escolha de Asheville como palco trouxe ao encontro o desafio do embate comercial e diplomático entre Washington e Teerã. Segundo o secretário, o Irã tem encarado as sanções com seriedade, embora responda por meio de ações violentas em algumas regiões.
O representante norte-americano garantiu ainda que os Estados Unidos “superarão” o atrito com o Irã, destacando que as medidas visam reforçar o isolamento financeiro da República Islâmica. No fim de semana anterior, houve troca de ataques entre forças dos EUA e do Irã, intensificando a necessidade, segundo Bessent, de manter as sanções como instrumento de pressão.
Em outro trecho da entrevista, Bessent falou sobre a situação fiscal americana e afirmou que “a única forma de sair da dívida é crescer”. Ele defendeu que o governo de Donald Trump deve priorizar políticas de incentivo ao crescimento econômico para reduzir o peso do endividamento público, considerando esse caminho essencial para equilibrar as contas federais.
Analistas internacionais veem na postura de endurecimento das sanções contra Teerã a continuidade da estratégia de “máxima pressão” adotada pela administração Trump. O foco em desestabilizar o regime iraniano, sem necessariamente promover um colapso econômico total, é interpretado como tentativa de conter o programa nuclear e as atividades militares do país sem recorrer a confronto direto em larga escala.






