
Suspeito armado é neutralizado por tropas israelenses em posto de controle na entrada de Hebron. (Foto: Instagram)
Dois soldados israelenses perderam a vida e três ficaram feridos em um ataque a tiros perpetrado por dois supostos atiradores palestinos na Cisjordânia ocupada, informou o Exército de Israel. As tropas reagiram imediatamente e neutralizaram os suspeitos no local. As vítimas feridas receberam atendimento emergencial e foram levadas a hospitais próximos.
O incidente ocorreu em um posto de controle militar na entrada da cidade de Hebron. De acordo com relatos oficiais, os atiradores ficaram retidos na barreira de segurança e, após serem inspecionados, abriram fogo contra os soldados. As defesas reagiram com disparos de precisão, encerrando o confronto em poucos minutos.
Em comunicado nesta sexta-feira (23/10), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou o bloqueio total da Cisjordânia a partir desta data. A medida visa reforçar o controle da região e evitar novos episódios de violência a quatro dias das eleições gerais marcadas para os dias 26 e 27 de outubro. O fechamento afetará estradas principais e postos de passagem interna.
Segundo o Exército, no veículo dos atiradores foi encontrada grande quantidade de munição, o que indica planejamento de um ataque de maior escala na Rota 35, nas proximidades. As autoridades acreditam que o objetivo inicial era atingir alvos civis ou militares ao longo dessa via, mas o grupo teria mudado de estratégia ao ficar impossibilitado de prosseguir no bloqueio.
Imagens de circuito fechado e vídeos verificados por veículos de imprensa mostram dois homens armados – um com pistola e outro com fuzil de assalto – descendo de um carro e disparando contra os soldados no posto. Nas mesmas filmagens, é possível ver a rápida reação das tropas, que revidaram e neutralizaram os agressores. A divulgação das cenas já gera repercussão no debate político.
Netanyahu visitou o local do ataque na tarde de sexta (23/10) e afirmou que as Forças de Defesa estão prontas para ações “extensas” na Cisjordânia. Líderes de sua coalizão de extrema direita, como Bezalel Smotrich e Itamar Ben Gvir, defenderam operações semelhantes às conduzidas em Gaza e pediram o desmantelamento da Autoridade Palestina. Smotrich chegou a sugerir demolições de construções próximas ao ponto do atentado.
Na quinta-feira (22/10), o chanceler Israel Katz acusou opositores de enfraquecerem a segurança ao questionar alertas de ataque antes da eleição. Por sua vez, nomes da oposição como Gadi Eisenkot e Naftali Bennett prestaram condolências às famílias e elogiaram a eficiência dos soldados que reagiram ao ataque. Segundo dados das Nações Unidas, 96 palestinos foram mortos por militares ou colonos israelenses na Cisjordânia desde o início do ano, enquanto quatro israelenses, entre civis e militares, perderam a vida em ações atribuídas a palestinos no mesmo período.






