
Chacina em Formosa (GO) deixa quatro mortos após cobrança de suposta dívida (Foto: Instagram)
Uma suposta dívida de R$ 250 mil pode ter sido o motivo do assassinato de quatro homens a tiros na casa de um policial militar da reserva, em Formosa (GO), na tarde de terça-feira (11). Segundo a polícia, as vítimas teriam ido ao imóvel para cobrar o valor, mas o encontro terminou em uma chacina em que todos foram mortos. O delegado José Antônio Sena, responsável pelas investigações, apurou que houve confronto durante a tentativa de cobrança, resultando na morte dos quatro homens.
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Ao receber o chamado de moradores que ouviram disparos em via pública, a Polícia Militar de Goiás (PMGO) deslocou-se até o endereço e encontrou os corpos sem vida dos quatro homens. A caminhonete Volkswagen Amarok utilizada pelas vítimas também foi alvejada pelos tiros. Próximo a uma das vítimas, os agentes localizaram uma arma de fogo, o que reforça a dinâmica do confronto. O local foi isolado e peritos recolheram vestígios balísticos para auxiliar no esclarecimento do crime.
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As investigações apontam que, além do policial militar da reserva, o filho dele e um terceiro homem teriam participado da ação. A polícia acredita que o militar seja o autor dos disparos e passou a capturar o grupo. Nenhum dos três foi localizado até o momento, e as autoridades consideram os suspeitos foragidos. A prisão preventiva deve ser solicitada assim que forem encontrados, e a delegacia responsável segue recolhendo depoimentos e evidências que liguem cada envolvido à chacina.
As vítimas foram identificadas como Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira — conhecido como Tarobá — e Luiz Antônio Rodrigues, apelidado de Nego. Gustavo Fernandes havia atuado na administração pública de São João da Aliança (GO), exercendo o cargo de secretário municipal de Agricultura e Transportes entre 2017 e 2019, e depois na Secretaria Municipal de Transportes de 2020 a 2024. Luiz Antônio também era natural de São João da Aliança e era sogro de Gustavo Fernandes.
Os outros dois mortos viviam em São Paulo. Conforme familiares, Gustavo Aurélio e André Ferreira residiam no município de Casa Branca e haviam se deslocado até Goiás para negociar a quitação da suposta dívida. O valor pleiteado pelos visitantes teria sido comunicado previamente, mas não há confirmação de acordos ou propostas de parcelamento antes do encontro que culminou na tragédia. Até o momento, a polícia não divulgou detalhes sobre o andamento das apurações financeiras desse montante.
A Polícia Civil de Goiás segue com as diligências para localizar o policial militar da reserva, o filho dele e o terceiro suspeito, além de esclarecer a motivação exata dos disparos. Os investigadores trabalham na reconstituição da cena do crime e na coleta de depoimentos de testemunhas que estavam nas imediações. A expectativa é de que novas provas balísticas e questionamentos aos envolvidos contribuam para elucidar todos os aspectos da cobrança que terminou em chacina.






