
Luis de la Fuente enaltece novas regras da CBF para impulsionar a base (Foto: Instagram)
Em entrevista à ESPN, o técnico da seleção espanhola Luis De la Fuente examinou as recentes orientações da Confederação Brasileira de Futebol para as Séries A e B a partir de 2027. O treinador ressaltou que a redução do número de jogadores estrangeiros não deve ser vista apenas como uma limitação, mas como um estímulo à formação de novos talentos nacionais. Para De la Fuente, fomentar a base é essencial tanto para sustentar o desempenho dos clubes quanto para garantir o futuro do futebol no País.
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O projeto aprovado pela CBF, em acordo com as equipes, reduz gradualmente o teto de jogadores de fora: atualmente fixado em nove por partida, passará a oito em 2027 e chegará a cinco em 2030. Além disso, os clubes terão de registrar, entre os 50 atletas inscritos no Campeonato Brasileiro, ao menos 20 jogadores com até 23 anos — independentemente de terem sido revelados pela própria instituição.
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Ao comentar essas medidas, De la Fuente destacou: “É importante ter uma formação e uma aposta clara em jovens em qualquer circunstância, não por obrigação. Precisam estar cientes de que o futuro está nas categorias de base. É preciso investir nelas, formá-los bem e dar oportunidades a eles. É o que fazemos na Espanha”. Para ele, o preparo desde cedo cria elencos mais coesos e evita dependência excessiva de contratações.
O treinador espanhol iniciou sua trajetória como selecionador no sub-19, em 2013, logo após construir sua carreira como auxiliar e treinador em clubes. Na categoria, guiou a Espanha ao título do Campeonato Europeu. Em seguida, assumiu o comando do time sub-21 e repetiu o feito, conquistando novamente o torneio continental.
Em Tóquio-2020, De la Fuente liderou a equipe olímpica espanhola até a medalha de prata, vencendo rivais de peso durante o torneio. Vários atletas daquela campanha integraram o elenco que conquistou a Copa do Mundo de 2026, entre eles Unai Simón, Marc Cucurella, Fabián Ruiz, Rodri, Dani Olmo e Mikel Oyarzabal, comprovando a eficácia do trabalho de base.
Com base nessa experiência, o técnico reafirma que a combinação entre limitação de estrangeiros e regras que estimulem a base pode render resultados expressivos. A visão de De la Fuente reforça o argumento de que investir em jovens, muito além de cumprir uma norma, é um passo estratégico para o fortalecimento do futebol brasileiro e para a construção de seleções vencedoras.






