
Cury acusa STF de atentado à democracia após cancelamento de debate (Foto: Instagram)
O médico e candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, reagiu com veemência ao cancelamento do debate presidencial promovido pela TV Globo. Ele afirmou que as decisões judiciais que resultaram no adiamento do último encontro entre os postulantes antes do primeiro turno representam uma grave insegurança jurídica e configuram um verdadeiro atentado ao funcionamento democrático do país.
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Em sua avaliação, Cury argumentou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem exercido um protagonismo “completamente desproporcional” na cena política brasileira. Para o presidenciável, essa ampliação de poder por parte da corte superior fragiliza as instituições republicanas e mina a confiança da população no processo eleitoral.
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O candidato também declarou que as decisões que embasaram o cancelamento do debate causaram grande frustração no processo eleitoral, sobretudo por se tratar do último evento antes do primeiro turno. Ele destacou que a suspensão repentina impediu o confronto de propostas em um momento crucial para a formação de opinião dos eleitores.
Cury ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou, na quarta-feira, que não compareceria ao programa, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de última hora, cancelando sua presença cerca de três horas antes do início, marcado para as 21h30.
“Lula e Flávio Bolsonaro, vocês se acovardaram. Vocês amam muito mais o cargo do que a sociedade brasileira”, criticou o presidenciável, ao apontar que ambos priorizaram interesses pessoais em vez de promover um debate público transparente.
Questionado sobre a possibilidade de renunciar à candidatura, Cury foi enfático: “Claro que minha candidatura está de pé”. O médico afirmou que manterá o ritmo de campanha e o diálogo direto com o eleitorado até o encerramento oficial das eleições.
Por fim, Augusto Cury conclamou o eleitorado a rejeitar a “ditadura do voto útil”. “Não creiam nessa ditadura do voto útil, porque querem calar a sua voz. O dia 4 de outubro é o seu momento solene, para você se rebelar contra essa ditadura que se estabeleceu de duas famílias querendo sequestrar o Brasil.”






