
Tenente-coronel Luis Silvestre, 1ª tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e tenente Alice Almeida. (Foto: Instagram)
Três policiais militares morreram nesta sexta-feira (09) na queda de um avião da PM em Santana do Paraíso, região do Vale do Aço, próximo ao aeroporto de Ipatinga (MG). Na aeronave estavam o tenente-coronel Luis Silvestre, a 1ª tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a tenente Alice Almeida. Gabriela, que havia acabado de retornar da licença-maternidade, foi a primeira mulher da corporação mineira a se qualificar como piloto de aeronave de asa fixa. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas.
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Os três militares integravam o Comando de Aviação do Estado de Minas Gerais, unidade que presta apoio aéreo a operações da PM, como transporte de órgãos, patrulhamento, busca e resgate, além do deslocamento de tropas e autoridades. O tenente-coronel Luis Silvestre atuava como instrutor de voo e acumulava mais de 5 mil horas de voo em sua carreira. Com 24 anos de serviço na corporação, sendo 19 dedicados à aviação de segurança pública, Silvestre comandou o Esquadrão de Aviões e coordenou treinamentos táticos para pilotos. Ele deixa esposa e três filhos.
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Alice Almeida, natural de Governador Valadares e criada em Caratinga, ingressou no oficialato da PM após sete anos dedicados ao Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Movida pela paixão por aeronaves, ela foi aprovada no rigoroso processo seletivo do Comando de Aviação do Estado e tornou-se piloto. Ao longo da carreira, atuou em missões de apoio aéreo e ganhou reconhecimento pela dedicação e habilidade ao pilotar aeronaves.
Gabriela Emília Soares Lacerda Resende entrou na Polícia Militar em 2017 e, dois anos depois, foi promovida a oficial. Em Belo Horizonte, comandou um setor no 34º Batalhão de Polícia Militar e integrou o Comando Tático Móvel do 41º BPM. Em 2023, ela quebrou barreiras ao se tornar a primeira mulher da PMMG a pilotar uma aeronave de asa fixa, passando a voar no esquadrão de Asa Fixa do Comando de Aviação do Estado.
Formada em Direito, Gabriela optou pela carreira militar “pela nobreza” da profissão e sonhava em pilotar desde jovem. Após o nascimento de seus dois filhos, ela cumpriu o período de licença-maternidade e retornou ao serviço na quinta (08). Na ocasião, o Comando de Aviação do Estado publicou uma homenagem em suas redes sociais: “Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar. Três papéis, uma só mulher – e uma coragem que vai muito além do voo. Bem-vinda de volta, Tenente Emília!”.
O voo era parte de um recheque de habilitação, procedimento padrão entre os pilotos da PMMG. A aeronave decolou de Belo Horizonte às 15h16 e tinha como destino o aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso, onde caiu por volta das 16h15, segundo os Bombeiros. O King Air, submetido a retrofit para operações policiais, estava com manutenção em dia, e as habilitações de todos os tripulantes estavam regulares. A investigação agora é conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da FAB, com apoio do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III).






