Copom mantém assimetria altista nos riscos de inflação e corta Selic a 14% ao ano

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Nota de R$100 simboliza redução da Selic a 14% ao ano (Foto: Instagram)

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou em 5 de agosto de 2026 que mantém a assimetria altista no balanço de riscos para a inflação e reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a a 14% ao ano, conforme as expectativas do mercado.

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No comunicado divulgado na quarta-feira (05), o colegiado ressaltou que “os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista”. Essa avaliação havia sido identificada pela primeira vez em junho, embora apenas na ata daquela reunião, pouco depois da decisão de política monetária.

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Em relação ao balanço de riscos, o Copom repetiu a configuração divulgada em junho: quatro fatores apontam para alta da inflação e três para pressão de queda. Não houve alteração na lista de cenários considerados.

O comitê reforçou ainda que estímulos à demanda agregada e ao consumo podem gerar um ritmo de crescimento econômico acima do esperado e, assim, pressionar alta a inflação. A menção é vista como referência indireta aos programas de incentivo implementados pelo governo às vésperas da eleição presidencial de outubro.

Entre os riscos para cima, o Copom destaca: uma possível desancoragem das expectativas de inflação por período mais longo, levando em conta choques de oferta relacionados a petróleo e derivados e eventos climáticos que afetem produtividade agrícola e custos de energia; maior resiliência dos serviços ante um hiato do produto positivo; combinação de políticas internas e externas que resulte em alta inflacionária, por exemplo, câmbio persistentemente depreciado; e estímulos ao consumo que elevem a atividade acima do potencial, enfraquecendo canais de transmissão da política monetária.

Já os riscos para baixo incluem: uma desaceleração doméstica mais forte que a projetada, com impacto sobre a dinâmica inflacionária; uma retração global mais intensa, provocada por choques de comércio, petróleo e maior incerteza no cenário externo; e redução nos preços das commodities, contribuindo para efeito desinflacionário.