
Vilarejo costeiro nas ilhas disputadas do Golfo Pérsico (Foto: Instagram)
O conselheiro sênior do Líder Supremo do Irã para assuntos internacionais, Ali Akbar Velayati, emitiu um alerta aos Emirados Árabes Unidos (EAU) para que não questionem a soberania de Teerã sobre três ilhas estratégicas no Golfo Pérsico: Grande Tunb, Pequena Tunb e Abu Musa. Em seu comunicado, ele afirmou que o país vizinho carece de força histórica e militar para enfrentar a República Islâmica, garantindo que o arquipélago permanecerá sob domínio iraniano.
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Em postagem na rede social X, Velayati rebateu as declarações apresentadas pela delegação dos EAU na Assembleia Geral da ONU. O diplomata, que também foi ministro das Relações Exteriores, enfatizou que disputas territoriais com Estados de existência política inferior a meio século não têm fundamentos legítimos quando se trata de áreas registradas sob controle persa em documentos históricos.
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Velayati questionou a validade das reivindicações de Abu Dhabi, citando a curta trajetória política dos EAU em comparação à longa história persa. Ele criticou ainda o alinhamento militar dos Emirados com potências ocidentais, sugerindo que o país adote uma política de boa vizinhança regional. Na visão do conselheiro, modelos de segurança importados têm prazo de validade e não devem substituir a estabilidade local.
O pronunciamento público reflete o descontentamento do Irã com o estreitamento de laços entre os EAU e Israel. Esse movimento ganhou força após a visita não oficial do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a Abu Dhabi, onde manteve conversas bilaterais com o presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan. A troca de gestos diplomáticos tem sido vista como um sinal de mudança de dinâmica no Oriente Médio.
A tensão entre Irã e Emirados Árabes assume importância global pelo posicionamento das ilhas na entrada do Estreito de Ormuz. Esse ponto estreito é considerado um gargalo logístico por onde transitam grandes volumes de petróleo e derivados, influenciando diretamente o mercado mundial de commodities. Qualquer instabilidade na região pode provocar oscilações nos preços internacionais de energia.
Analistas internacionais acompanham o cenário com atenção, temendo que eventuais confrontos diplomáticos ou militares afetem o fluxo comercial no Golfo Pérsico. A postura firmada por Velayati aponta para uma estratégia de reforço da posição iraniana, ao passo que pressiona Abu Dhabi a reconsiderar suas alianças e sua postura perante reivindicações territoriais de longa data.






