
Ministro Omar Bula e autoridades colombianas e israelenses cortam a fita na inauguração da embaixada da Colômbia em Jerusalém. (Foto: Instagram)
Na quarta-feira (14), a Colômbia inaugurou sua embaixada em Jerusalém, passando a integrar um seleto grupo de nações que mantêm representação diplomática na cidade que Israel reivindica como sua capital. A medida foi anunciada pelo presidente Abelardo de la Espriella e simboliza a reaproximação de Bogotá com Tel Aviv após a suspensão dos laços em 2024.
A cerimônia contou com a presença do ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar; do chanceler colombiano, Omar Bula; da embaixadora da Colômbia em Israel, Tania Gilinski; e do prefeito de Jerusalém, Moshe Lion. A celebração incluiu o tradicional corte da fita e a descerramento da placa oficial da nova missão diplomática.
A decisão de transferir a representação para Jerusalém foi tomada por Abelardo de la Espriella, político conservador que assumiu a presidência neste ano e é considerado aliado do ex-presidente norte-americano Donald Trump. Seu governo acelerou o restabelecimento dos vínculos bilaterais com Israel, revertendo a orientação do governo anterior.
As relações entre Colômbia e Israel haviam sido rompidas em 2024 pelo então presidente Gustavo Petro, em protesto contra a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza. Desde que tomou posse, De la Espriella vem defendendo a reconstrução da parceria estratégica e diplomática entre os dois países.
Durante o evento, Omar Bula destacou a abertura da embaixada como um “passo concreto rumo à normalização completa” das relações, afirmando que “a ligação entre Colômbia e Israel jamais deveria ter sido interrompida”. Já Tania Gilinski afirmou que Israel “sempre foi e continuará sendo um parceiro estratégico, agora com ainda mais determinação”. Gideon Saar considerou a iniciativa o início de “uma era de ouro na cooperação bilateral”.
A Autoridade Palestina reagiu imediatamente, classificando a transferência como uma “violação flagrante do direito internacional e das resoluções das Nações Unidas” e uma afronta aos direitos do povo palestino. O status de Jerusalém permanece um dos principais pontos de tensão do conflito entre israelenses e palestinos, que disputam a cidade como capital de seus respectivos Estados.
Até o momento, apenas Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Kosovo, Papua-Nova Guiné, Paraguai, Fiji, Nauru e Somalilândia mantêm embaixadas em Jerusalém. Em 2018, os EUA mudaram sua sede de Tel Aviv para Jerusalém, incentivando outras nações próximas a Washington a adotarem o mesmo gesto. Recentemente, Gideon Saar declarou que a República Democrática do Congo também pretende transferir sua missão diplomática para a cidade em breve.






