
Clubes plantam recursos para o futuro com auxílio emergencial do BNDES (Foto: Instagram)
Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro estão em tratativas com o Governo Federal para obter um auxílio financeiro capaz de mitigar os impactos da proibição das apostas. A expectativa é utilizar esses recursos não apenas para liquidar passivos, mas também para destinar parte ao aprimoramento de instalações, como centros de treinamento e infraestrutura esportiva.
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O movimento de busca por renegociação envolve a negociação de dívidas com juros reduzidos e prazos estendidos. O pleito foi feito meses antes de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgar a Medida Provisória que restringe as casas de apostas, e não está diretamente vinculado a ela.
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Na linha de frente das conversas, figuram Osmar Stábile, presidente do Corinthians, Alessandro Barcellos, presidente do Internacional, e Pedro Daniel, CEO do Atlético Mineiro. Em conjunto com representantes do Ministério do Esporte, eles debatem modelos de socorro com condições mais favoráveis do que as oferecidas pelas instituições financeiras convencionais.
O esboço do programa, apelidado internamente de “Desenrola” para o futebol, prevê operar por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia é que o banco abra uma linha de crédito emergencial, com prazo dilatado e taxas abaixo do mercado, condicionando a aplicação exclusiva na redução de dívidas.
Além de socorrer os clubes mais endividados, o projeto também deve contemplar agremiações em situação financeira mais equilibrada, permitindo que essas entidades captem recursos para investir em infraestrutura. Essa flexibilidade visa dar fôlego aos times na construção ou modernização de centros de treinamento e estádios, por exemplo.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acompanha de perto as negociações, que só devem avançar após as eleições, ainda neste ano. No momento, há grande preocupação com a iminente perda de receita: na Série A, 14 dos 20 clubes são patrocinados por sites de apostas, cujos contratos são avaliados em mais de R$ 1 bilhão. A própria competição conta com patrocínio da grega Betano.






