Cirurgias de catarata registram alta de 74% em quatro anos no Rio Grande do Sul

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Sala de exame para diagnóstico e cirurgia de catarata em centro especializado no RS (Foto: Instagram)

O número de procedimentos de cirurgia de catarata pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 74% entre 2021 e 2025. Em 2021, foram 25.414 intervenções e, no ano passado, esse total subiu para 44.305. O aumento expressivo reforça a meta de ampliar o atendimento oftalmológico e diminuir casos de cegueira que poderiam ser evitados.

Para atender à demanda crescente, o governo estadual, em parceria com os municípios, expandiu a rede de serviços habilitados. Atualmente, o Estado dispõe de 60 centros especializados em cirurgias de facoemulsificação com implante de lente intraocular. Esse procedimento é considerado padrão-ouro para remover a lente natural opaca e fornecer ao paciente uma visão mais clara e nítida.

Além de oferecer acesso ao tratamento, a ampliação dos serviços tem impacto direto na qualidade de vida dos pacientes. A restauração da visão contribui para a independência de pessoas idosas, diminui o risco de quedas e acidentes domésticos e promove maior participação social. Especialistas afirmam que a cirurgia de catarata pode transformar a rotina de quem sofre com a condição.

A catarata senil é a principal causa tratável de perda de visão associada ao envelhecimento. Diferentemente de doenças que provocam danos permanentes às estruturas oculares, ela pode ser corrigida por meio de cirurgia, com ampla possibilidade de recuperação visual. Com o prolongamento da expectativa de vida, cresce também a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento especializado.

Levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia indica que 47,1% das pessoas entre 65 e 74 anos apresentam sinais de catarata senil. Entre os que têm mais de 75 anos, a proporção sobe para 73,3%. No grupo com menos de 65 anos, o índice é de aproximadamente 17,6%. Com base nesses dados, estima-se que cerca de 500 mil idosos gaúchos convivam com a doença.

Diante desse cenário, as autoridades estaduais reforçam a importância de campanhas de conscientização e mutirões de atendimento para diagnosticar casos precocemente. A expectativa é de que, com a continuidade do fortalecimento da rede de saúde pública, seja possível reduzir ainda mais o número de pessoas com perdas visuais graves e promover maior bem-estar à população idosa.