
Ciro Gomes manifesta indignação e acusa “assalto” na eleição do Ceará (Foto: Instagram)
Ciro Gomes expressou profundo indignação com o resultado das eleições para o governo do Ceará, classificando a sua derrota como um “assalto”. Em uma publicação feita nesta terça-feira (06) na rede social X, o ex-governador afirmou que, pela primeira vez, sente que o pleito foi roubado de sua candidatura.
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Na mesma postagem, Ciro detalhou a contestação do resultado diante de Elmano de Freitas (PT), vencedor da disputa. “Já ganhei e perdi eleições, nunca repudiei o resultado das urnas, mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados”, enfatizou o tucano, que destacou o que considera irregularidades cometidas pela campanha adversária.
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Ciro direcionou a principal acusação contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o candidato derrotado, Toffoli teria promovido uma “fraude final” ao autorizar propagandas extras para o petista, mesmo após o encerramento do horário obrigatório de campanha.
De acordo com o tucano, o ministro garantiu a Elmano inserções de 30 segundos a mais em cada bloco publicitário, além do tempo originalmente concedido à coligação do PT. Essa decisão teria sido tomada para reverter a punição aplicada pela Justiça Eleitoral do Ceará, que havia suspendido parte das inserções do petista.
A punição foi motivada pela veiculação do chamado “Cironaro”, propaganda que vinculava Ciro Gomes a Jair Bolsonaro com a frase “Ciro e Bolsonaro. Do mesmo jeito. Do mesmo lado”. O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) considerou a peça publicitária como uma tentativa de estabelecer uma falsa equivalência entre os candidatos, mas a sanção foi anulada pelo TSE.
Na prática, Ciro destacou que Elmano acabou recebendo inserções extras entre sexta (02) e sábado (03), período no qual a legislação proíbe propaganda antes do dia da eleição. “Ele autorizou mais de 900 comerciais de Elmano com Lula e seus senadores durante a sexta e o sábado, quando a lei, muito clara, veda a propaganda nestes dois dias que antecedem o pleito. Quantos cearenses aderiram ao PT por causa desta inédita bateria de propaganda?”, questionou o tucano.






