China, EUA e Europa mudam estratégia alimentar e podem afetar exportações do Brasil

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Países de diferentes regiões estão investindo para produzir mais proteínas dentro de suas próprias fronteiras e depender menos de fornecedores estrangeiros. A mudança pode redesenhar o comércio mundial de soja, carnes e ingredientes usados na alimentação, colocando o agronegócio brasileiro diante de novos desafios. O movimento, chamado de “nacionalismo das proteínas” pelo Eurasia Group, combina segurança alimentar, proteção econômica e disputa por tecnologias.

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A China está no centro dessa transformação. O país quer ampliar a produção agrícola, melhorar a eficiência na fabricação de rações e investir em tecnologias capazes de substituir parte das importações. Como é um dos principais compradores de soja e carne bovina do Brasil, uma eventual redução da necessidade de comprar esses produtos no exterior pode afetar diretamente os exportadores brasileiros. A projeção citada no relatório aponta para uma possível queda nas compras chinesas de soja e rações a partir de 2027, embora o impacto exato ainda seja incerto.

Outras economias também estão mudando de estratégia. Os Estados Unidos tentam recuperar a produção doméstica de carne bovina, mas recorrem às importações para ajudar a conter os preços. A União Europeia busca ampliar o cultivo de proteínas vegetais para reduzir a dependência de insumos estrangeiros, enquanto a Índia investe para produzir mais leguminosas. Ao mesmo tempo, países como Dinamarca, Países Baixos, Coreia do Sul e Singapura apostam em alternativas como proteínas vegetais, fermentação e carne cultivada.

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Apesar do aumento da demanda mundial por alimentos ricos em proteínas, o crescimento das exportações não está garantido para os fornecedores tradicionais. Governos podem favorecer produtores locais, impor barreiras comerciais e investir em tecnologias próprias. Para o Brasil, o relatório destaca a importância de diversificar os mercados compradores, aumentar a competitividade e investir em produtos de maior valor agregado, reduzindo a dependência de poucos destinos.