
Família Pesseghini em solenidade da ROTA antes da tragédia (Foto: Instagram)
Nesta quarta-feira (05), completam-se 13 anos do Caso Pesseghini, a tragédia que chocou a zona norte de São Paulo em 2013. Cinco integrantes de uma mesma família foram encontrados mortos dentro de sua residência na Brasilândia, e o episódio transformou-se em um dos mais comentados do país. Mesmo após o encerramento oficial das investigações, o crime continua sendo objeto de documentários, reportagens e discussões sobre a atuação policial e as lacunas periciais.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Na noite de 5 de agosto de 2013, policiais encontraram mortos o sargento da ROTA Luís Marcelo Pesseghini, a cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, o filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, além da avó materna, Benedita Oliveira Bovo, e da tia-avó, Bernardete Oliveira da Silva. Chamou a atenção desde o início a ausência de sinais de arrombamento na casa, o que levantou questionamentos sobre a dinâmica do crime.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
A Polícia Civil avaliou inicialmente hipóteses como latrocínio, execução por vingança e até possíveis ameaças sofridas pelos policiais, mas, com base em laudos periciais e na análise da cena, a linha de investigação passou a apontar o próprio adolescente Marcelo como autor dos disparos. Em maio de 2014, após mais de nove meses de apuração, o inquérito concluiu que ele teria usado o revólver da mãe para matar a família e, em seguida, tirado a própria vida. Esse entendimento foi acolhido pelo Ministério Público e encaminhado à Justiça.
Os investigadores se basearam em exames balísticos, na dinâmica dos projéteis encontrados, em imagens de câmeras de segurança das imediações e em um laudo psiquiátrico que indicava indícios de planejamento. Apesar disso, muitos peritos e familiares entenderam que as provas não eram suficientes para apontar com clareza o autor dos disparos, mantendo o caso envolto em controvérsias até hoje.
Os avós paternos de Marcelo, assistidos pela advogada Roselle Soglio, contestaram o encerramento do inquérito desde o começo, alegando que outras linhas de investigação ficaram inexploradas e questionando a capacidade física do garoto de efetuar todos os disparos. Eles também criticaram pontos da perícia, como a catalogação de fragmentos de bala e a reconstrução da movimentação dentro da residência.
Em 2024, o programa Domingo Espetacular exibiu depoimentos inéditos de colegas de escola de Marcelo. Um ex-colega afirmou que o adolescente teria manifestado vontade de matar a diretora após um desentendimento, enquanto outro lembrou um episódio em que ele atirou uma flecha de brinquedo contra a avó. Essas declarações, divulgadas mais de uma década depois, não alteraram a versão oficial, mas reforçaram os debates sobre o caso, que segue como referência em investigação criminal no Brasil.






