Caso Gustavo: delegado esclarece razão da prisão da madrasta

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Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em momentos de alegria antes da tragédia (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Tocantins divulgou nesta semana que Kathellen Moreira, madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi detida em prisão preventiva por omissão. Segundo o delegado Eduardo Menezes, da DHPP, Kathellen presenciou as agressões sofridas pela criança e não tomou providências para protegê-la ou buscar socorro. Já o pai de Gustavo, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, é apontado como autor principal dos abusos que levaram à morte do filho.

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Diferentemente de Igor, que responde por homicídio e violência sexual, Kathellen não foi acusada de agressão direta. A prisão preventiva dela teve base na omissão de socorro e no dever legal de proteger o enteado. A decisão da Justiça ocorreu no início da madrugada de quinta-feira (06) em Palmas (TO), a pedido da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, com o objetivo de assegurar o prosseguimento das investigações.

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Durante o depoimento, Menezes enfatizou que não há indícios de participação ativa da madrasta nas agressões. Porém, o delegado ressaltou que a simples inação configura crime, pois, como integrante do núcleo familiar, Kathellen tinha obrigação de intervir. “O que pesa contra ela é justamente a omissão. Ela tinha o dever de agir para proteger a criança e não o fez”, declarou.

No caso do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa é considerado o principal suspeito. O laudo do Instituto Médico Legal afastou a hipótese inicial de afogamento e concluiu que o garoto morreu em razão de múltiplas lesões, algumas compatíveis com violência sexual. A investigação identificou marcas de agressões que teriam sido praticadas anteriormente, reforçando a tese de maus-tratos sistemáticos.

A prisão de ambos os suspeitos foi determinada para evitar qualquer tipo de interferência no inquérito e preservar a integridade das apurações. A Polícia Civil informou que, enquanto as investigações continuam, serão realizados exames complementares e serão ouvidas testemunhas que possam esclarecer dinâmica e frequência das agressões.

O caso gerou comoção nacional após a divulgação de um vídeo em que Gustavo, às lágrimas, pedia para não voltar à casa do pai por relatar agressões. A mãe da criança registrou as imagens alguns dias antes do óbito. Atualmente, o inquérito corre na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas, que trabalha para reunir todas as provas e esclarecer todos os pontos dessa tragédia.