
Caixas de iPhones e frascos de perfume boiam no Estreito de Ormuz após o naufrágio do navio GFS Prife (Foto: Instagram)
Nas últimas horas, diversos perfis em redes sociais compartilharam vídeos e fotografias de centenas de caixas de iPhones e frascos de perfume flutuando no Estreito de Ormuz. As imagens, publicadas neste sábado, 17, mostram o carregamento espalhado pela superfície do mar, ressaltando a dimensão incomum do rescaldo de um incidente naval.
De acordo com relatos, as cargas se soltaram da embarcação GFS Prife, que naufragou em 14 de junho após um incêndio a bordo. Além dos smartphones da Apple, rótulos de marcas internacionais de fragrâncias aparecem em muitas caixas, evidenciando a diversidade de mercadorias transportadas pelo navio.
O episódio ganhou repercussão ao longo do fim de semana, quando as imagens circularam em diferentes plataformas. Em diversos registros, é possível observar as caixas isoladas na água, sem nenhum tipo de escolta ou apoio de embarcações de resgate, o que reforça a precariedade das operações de carregamento na região.
Em comunicado oficial, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que a GFS Prife havia se desviado de sua rota original, ingressando em um trajeto considerado “não autorizado e perigoso”. Durante esse percurso, o navio colidiu com uma mina marítima, provocando a explosão que levou ao seu afundamento.
O Estreito de Ormuz é reconhecido como uma das passagens mais estratégicas para o comércio global de energia, por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente. Incidentes nessa via costumam elevar as apreensões sobre a segurança da navegação e os riscos de contaminação ambiental.
Até o momento, não há informações oficiais sobre resgates ou a recuperação da carga perdida. Autoridades iranianas mantêm equipes de busca e salvamento na área, mas o grande volume de destroços e a dispersão das caixas tornam a operação de coleta um desafio logístico.
Até aqui, a empresa responsável pelo navio não divulgou detalhes sobre as consequências financeiras do acidente ou o valor estimado das mercadorias extraviadas. Especialistas em logística marítima apontam que os prejuízos podem ser expressivos devido ao alto valor dos itens envolvidos.






