
Estátua da Justiça vendada segura urna eletrônica diante da bandeira do Brasil. (Foto: Instagram)
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou com veemência a atuação do Judiciário nas eleições de 2026, ao comentar o cancelamento do debate presidencial pela TV Globo, na noite de quinta-feira (01). Segundo ele, essa decisão revela a “contaminação completa” do processo eleitoral e evidencia uma interferência negativa que prejudica a livre manifestação dos candidatos. Caiado afirmou ainda que o Judiciário virou o “trágico protagonista” do pleito, atribuindo aos tribunais o papel de condicionar os passos dos concorrentes e moldar o resultado antes mesmo das urnas serem abertas.
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O cancelamento emergiu após duas decisões judiciais que mudaram regras já definidas para o debate: a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu que o cenário mantivesse o púlpito vazio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e barrasse perguntas direcionadas ao ausente. Logo em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no encontro. De acordo com Caiado, essas intervenções de gabinete “atropelam regras” e favorecem a manutenção de práticas corruptas.
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Em suas redes sociais, Caiado também defendeu a necessidade de uma “reforma geral” no Brasil. Para ele, não basta derrotar o PT nas urnas; é preciso arrancar o país “das mãos da impunidade”. O candidato lembrou que o andamento das eleições foi marcado por decisões que, em sua visão, blindam o partido no poder e intimidam adversários, colocando em xeque a igualdade de condições entre todos os concorrentes.
A TV Globo alegou que as determinações judiciais tomadas poucas horas antes do debate geraram “insegurança jurídica” e inviabilizaram a realização do programa nos termos combinados. A emissora ressaltou a importância da autonomia dos veículos de comunicação para promover debates eleitorais e lamentou as mudanças de última hora. Além disso, Lula e Flávio Bolsonaro (PL) já haviam confirmado que não iriam participar do encontro, intensificando o clima de controvérsia em torno do evento.
“Não precisamos só vencer o PT, precisamos de uma reforma geral para arrancar esse país das mãos da impunidade. O rumo tem que mudar nesse domingo”, concluiu Caiado, reforçando o tom ofensivo de sua campanha e colocando o Judiciário no centro da disputa eleitoral.






